Alunos relatam abusos de docente homossexual
Tribunal ouviu depoimentos de estudantes que contam exibicionismo e importunação sexual nas aulas.
O depoimento de vários alunos, que relataram diversas situações de exibicionismo e importunação sexual na sala de aula de uma escola do distrito de Braga, foi fundamental para o Ministério Público indiciar um professor de Filosofia por 13 crimes de abuso sexual de menor dependente e um crime de abuso sexual de criança.
O docente, que assume ser homossexual e diz ter sido alvo de bullying por um grupo de estudantes – há vídeos a mostrar os momentos em que foi humilhado e gozado na sala de aulas (tal como o CM revelou ontem) –, nega os abusos. A verdade é que acabou constituído arguido e está suspenso de funções.
Os abusos terão começado em 2015, mas só em abril deste ano foram comunicados pela direção da escola ao tribunal, a quem enviou também vídeos filmados na sala de aula. Num deles, o docente curva-se sobre a mesa para que o aluno lhe bata com um livro. Entre as situações contadas pelos estudantes, dos 11º e 12º anos, vários confirmam que o docente convidava alunos para relações homossexuais e tentava seduzi-los. Terá até baixado as calças no recreio para se exibir a um aluno.
"Eles prometeram não divulgar os vídeos"
"Nunca fui pedófilo", defende-se o docente de Filosofia, em entrevista ao CM. "Nem conheço o aluno que supostamente me viu baixar as calças. É tudo uma mentira para me afastar. Sei que estou a ser perseguido, só não percebo porquê", diz. Chegou a dar aulas a 150 alunos, de diversas turmas. "Tudo partiu de uma brincadeira dos alunos e eles prometeram que os vídeos nunca seriam divulgados. Foram hipócritas comigo", acrescenta.
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