Amora: Alunos contra regresso de funcionária que fez sexo oral

Os alunos da Escola Secundária de Amora, Seixal, estão contra o regresso ao trabalho de uma funcionária que, em 2004, foi encontrada numa sala a fazer sexo oral ao jardineiro.

07 de janeiro de 2012 às 01:00
Sexo Oral, Amora, Escola Secundária, Funcionária, Tribunal Foto: Marta Vitorino
Partilhar

O Tribunal Central Administrativo do Sul entende não ter ficado demonstrado que o acto tivesse trazido prejuízos para o desempenho das suas funções.

Apesar de já não serem da altura em que o caso aconteceu, os alunos não concordam que a funcionária possa regressar. "Que belo exemplo que nos estão a dar. Não somos desse tempo, mas foi uma falta de respeito para a escola. As funcionárias e os professores devem ser os primeiros a dar o exemplo. Não concordo nada que possa voltar para cá", afirmou ao CM Jéssica Lopes, de 16 anos, aluna do 10º ano.

Pub

O caso, acrescenta, é o típico ‘façam o que eu digo e não o que eu faço'. "Na disciplina de Formação Cívica falam dos perigos das relações sexuais, para nos darmos ao respeito, para termos cuidado e depois andam por aí pelos cantos, às escondidas", referiu, comentando: "Se tivessem sido apanhados fora da escola, ninguém tinha nada a ver com isso. Agora na escola, foi uma falta de respeito".

EXPULSO DA ESCOLA

Mais radical é João Rosa, de 17 anos, que defende direitos iguais para alunos, professores e funcionários. "Eu fui expulso da Escola Secundária de Vale Milhaços porque também fui apanhado com uma rapariga nos balneários do pavilhão. Estamos os dois impedidos de nos aproximar da escola a menos de 150 metros", disse, exigindo: "Se fossem dois alunos éramos expulsos, por isso tem de haver regras iguais para todos".

Pub

Jorge Sousa, de 44 anos, é pai de dois alunos e também não concorda que funcionária regresse à escola. "Não deve vir. Ainda vem desencaminhar os mais novos. Acho que deve ser transferida para outra escola", sugeriu.

DIRECTOR EM SILÊNCIO

O assunto, entre os funcionários, é bem conhecido e todos se recordam do dia em que os alunos encontraram os dois em flagrante. "Se ela, depois do que fez, agora pode regressar, então todos nós podemos fazer o mesmo", comentava-se entre funcionários e professores.

Pub

Contactado pelo CM, Simão Cadete, director da Escola Secundária de Amora, recusou prestar qualquer esclarecimento, comentando apenas que "sobre esse assunto, nem 30 segundos".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar