Antidiabético ajuda a emagrecer

Sem efeitos colaterais e em cinco meses, é possível perder até 12 quilos. Em alguns países está a ser prescrito a pessoas que só querem emagrecer

08 de setembro de 2011 às 00:30
antidiabético, remédio, emagrecer, saúde Foto: Getty images
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Usado no tratamento da diabetes do tipo 2, a liraglutida – vendida com o nome comercial de Victoza – é a mais recente fórmula para perder peso. Segundo a revista brasileira ‘Veja’, que cita um estudo científico, este remédio é responsável por perdas de peso até 12 quilos, sem efeitos colaterais e em 5 meses. No Brasil, está já a ser prescrito a pessoas que querem emagrecer. Em Portugal, não há ainda casos conhecidos.

"É um medicamento promissor e eficaz na perda de peso, uma mais-valia para a diabetes" explicou ao CM o endocrinologista João Jácome de Castro, sublinhando que o peso em excesso é uma das condicionantes para o aparecimento da doença. "A maioria dos diabéticos, entre 80 a 90 por cento, tem excesso de peso."

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O Victoza, adianta, provoca uma diminuição do apetite e interfere no esvaziamento gástrico, o que justifica a perda de peso associada. Sublinhando a eficácia do medicamento no tratamento da diabetes, o especialista defende que a sua utilização por pessoas não diabéticas que querem apenas perder peso é "segura", embora não tenha conhecimento de situações dessas em Portugal. Contra-indicado em casos de cancro da tiróide e pancreatite, o Victoza tem como efeitos secundários náuseas transitórias. A venda do remédio está autorizada em Portugal desde Junho de 2009, mas não existe no mercado – só é adquirido por importação.

OBESIDADE VAI AUMENTAR

"É uma grande esperança", reconhece Carlos Oliveira, presidente da Associação de Obesos e Ex-Obesos de Portugal (ADEXO), alertando que a contribuição do Victoza na perda de peso ainda está numa fase de estudos. Em Portugal, os números da obesidade são elevados: mais de metade dos portugueses tem excesso de peso, número que vai aumentar. "Em tempo de crise, as pessoas recorrem à alimentação mais barata", reconhece o responsável, para quem a solução não passa pela criação de um imposto sobre a fast-food, uma medida sugerida pelo bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, ao ministro da Saúde, Paulo Macedo.

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"A solução é taxar os produtores, sem prejudicar os consumidores", conclui Carlos Oliveira.

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