Anular casamento pela igreja custa mais de 1500 euros
Papa mandou simplificar e acelerar o processo, mas as custas teimam em não baixar.
O Papa Francisco simplificou o processo de obtenção da nulidade matrimonial na Igreja e as dioceses adaptaram-se rapidamente às novas regras. Mas as custas teimam em manter-se e são sempre superiores a 1500 euros.
Na quarta-feira, na apresentação do novo serviço de acolhimento e apoio à família da Arquidiocese de Braga, o arcebispo D. Jorge Ortiga, considerou tratar-se de um valor "que nem sequer é muito elevado".
"Muita gente agarra-se à questão dos custos, dizendo que é muito caro, quando, na maior parte dos casos, 1500 euros é suficiente", disse o prelado, sublinhando que o serviço existe e que "está simplificado e as pessoas podem contar com uma equipa multidisciplinar de acompanhamento".
A arquidiocese de Braga foi pioneira na criação deste serviço que aponta, numa primeira análise, para a nulidade matrimonial, como forma de os separados ou os divorciados recasados poderem aceder aos sacramentos (Confissão e Comunhão), mas que abre possibilidade a outros caminhos.
"As famílias que se encontrem em situação irregular são acolhidas e convidadas a uma caminhada espiritual de discernimento acompanhadas por um diretor espiritual, que, apesar de algo longa (seis meses), pode culminar nessa possibilidade de aceder aos sacramentos", explicou D. Jorge Ortiga.
Um gabinete para atender as famílias
Pioneiro em Portugal, este serviço que o arcebispo de Braga designou "Centro de Escuta" vai funcionar nos serviços centrais da Arquidiocese. Trata-se de um gabinete integrado no Departamento da Pastoral Familiar e que será composto por uma jurista, especialista em Direito Civil e Direito Canónico, um psicólogo, um psiquiatra, uma médica de Medicina Geral e Familiar e três padres jesuítas. O arcebispo D. Jorge Ortiga admite que, num curto espaço de tempo, outras dioceses criem este tipo de serviço.
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