APA faz descargas em barragens para prevenir cheias em Alcácer do Sal

Depressão Therese, que começou a afetar o tempo em Portugal continental na terça-feira, terá mais impacto no Centro e Sul, com aguaceiros por vezes fortes.

19 de março de 2026 às 14:04
Cheias em Alcácer do Sal Foto: Rui Minderico/Lusa
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A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) revelou esta quinta-feira que tem efetuado descargas preventivas em barragens para evitar riscos de cheias em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, devido à depressão Therese.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da APA, José Pimenta Machado, explicou que o agravamento das condições meteorológicas, até ao próximo sábado, obrigou a uma gestão preventiva das albufeiras.

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"Hoje é o dia que vai chover mais e devemos ter em conta que os solos estão muito saturados", afirmou.

Segundo Pimenta Machado, desde terça-feira que as autoridades "estão a preparar as albufeiras para encaixar o volume de água adicional" que poderá resultar da depressão Therese.

"Estivemos a preparar as albufeiras, [a] ganhar encaixe, quer no [Rio] Mira, na barragem de de Santa Clara, quer no [Rio] Sado, com destaque para as barragens do Pego do Altar e Vale do Gaio, para, no fundo, encaixar" o maior volume de água, explicou.

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O responsável referiu ainda que a Barragem de Vale do Gaio, no concelho de Alcácer do Sal e cujo volume de armazenamento situa-se nos 90%, "é a mais importante para minimizar o risco de cheias" na cidade, por ser a que tem "a maior bacia drenante".

Segundo Pimenta Machado, a APA está igualmente atenta ao pico da maré no Sado, previsto para as 15:00, que deverá atingir os "3,5 metros" e que "pode provocar cheias" em Alcácer do Sal.

"Queremos evitar o encontro da maré [porque], sempre que há o pico da maré, o rio tem dificuldades em entrar e [essa situação] pode provocar cheias", disse.

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Mas, ao mesmo tempo, Pimenta Machado garantiu que as autoridades estão "a gerir a situação" e assegurou que "o pior já passou", apesar de as previsões apontarem para "mais chuva ao final do dia" de esta quinta-feira.

"Creio que, com a gestão que fizemos e com a chuva que está prevista, vamos conseguir controlar a situação e não vamos ter cheias no Rio Sado", afiançou, afirmando estar a trabalhar em articulação com a câmara municipal e as associações de regantes.

Devido à subida do caudal do Rio Sado provocada pela chuva intensa, a marginal e a Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, estiveram inundadas durante vários dias, desde o final de janeiro e até meados de fevereiro.

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A depressão Therese, que começou a afetar o tempo em Portugal continental, na terça-feira, terá mais impacto no Centro e Sul, com aguaceiros por vezes fortes e "não se podendo excluir os fenómenos extremos de vento localizados", indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), nesse dia.

Em comunicado, o IPMA referiu então que a depressão irá ficar centrada a oeste de Portugal continental, até sábado, sendo expectável "a formação de linhas organizadas de instabilidade que tenderão a avançar de sul para norte sobre o território do continente, e que terão maior impacto sobre as regiões Centro e Sul".

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