Apoio contra a seca em 40% dos concelhos de Portugal
Terrenos usados para alimentar gado não são prejudicados no pagamento de práticas benéficas para o ambiente.
Os terrenos em pousio que estejam a ser usados para o pastoreio de gado não vão ser prejudicados no pagamento de práticas agrícolas benéficas para o ambiente, de acordo com o Ministério da Agricultura.
Esta exceção, que permite a utilização dos terrenos que estejam atualmente sem culturas para alimentar os animais, abrange 123 concelhos (40% do total nacional) afetados pela seca, para o período entre 1 de fevereiro e 31 de julho deste ano, e onde se localizem explorações agrícolas com gado.
A portaria do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, publicada ontem em Diário da República, define quais as situações abrangidas, tendo em conta a situação de seca que se vivia em fevereiro: nesse mês, havia 3,7% do território em seca fraca, 11,4% em seca moderada, 83,1% em seca severa e 1,3% em seca extrema.
Desde março que o País saiu da situação de seca, o que se mantém em pleno verão, de acordo com o último boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
O pagamento de práticas agrícolas benéficas para o ambiente (greening) é feito aos produtores que tenham nas suas propriedades diversificação de culturas, manutenção de prados permanentes e que detenham uma superfície de interesse ecológico na superfície agrícola.
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