Arganil alerta para risco de cheias junto ao rio Alva
Estado do tempo deve agravar-se, devido à depressão Leonardo, sendo o período mais crítico esperado a partir da noite desta quarta-feira e até quinta-feira.
A Câmara de Arganil, no distrito de Coimbra, alertou esta quarta-feira para o "risco de inundações e cheias rápidas, em especial junto ao rio Alva e seus afluentes", em consequência da depressão Leonardo.
O estado do tempo deve agravar-se, devido à depressão Leonardo, sendo o período mais crítico esperado a partir da noite desta quarta-feira e até quinta-feira, nota a autarquia, alertando para os possíveis impactos no concelho.
Aos períodos de chuva "forte e persistente, com risco de inundações e cheias rápidas, em especial junto ao rio Alva e seus afluentes", soma-se a previsão de "vento intenso, com rajadas mais fortes nas zonas altas" do concelho e possibilidade de queda de ramos, árvores e estruturas soltas, sublinhou.
"Nas cotas mais elevadas, em particular na Serra do Açor, pode ocorrer queda de neve e formação de gelo, com risco acrescido para a circulação rodoviária", acrescentou, numa publicação nas redes sociais.
Entre as medidas preventivas, a Câmara Municipal de Arganil recomendou evitar deslocações desnecessárias em períodos de maior intensidade do mau tempo; não atravessar zonas inundadas (a pé ou de viatura); adotar uma condução defensiva e ter atenção a lençóis de água, gelo e neve.
Destaque ainda para evitar a circulação e o estacionamento junto a áreas arborizadas (devido ao risco de queda de ramos/árvores), bem como fixar ou recolher objetos soltos no exterior.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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