Armadilha para pombos retirada de escola de Mafra após pressão

Câmara municipal recuou e retirou jaula de captura de animais do telhado da EB 2,3 da Venda do Pinheiro, após contestação da associação de defesa dos animais Patas Livres.

25 de agosto de 2026 às 18:32
Armadilha para captura de pombos no telhado da escola já foi retirado Foto: Direitos Reservados
Dejetos de pombos na escola, numa imagem enviada pela direção para justificar a armadilha Foto: Direitos Reservados

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A Câmara de Mafra decidiu retirar uma armadilha para pombos que colocara há cerca de um ano no telhado da Escola Básica de 2.º e 3.º ciclo da Venda do Pinheiro, depois da contestação da associação de defesa dos animais Patas Livres. “Ensinamos às crianças que se deve proteger o ambiente e os animais, e a própria escola trata-os como lixo, colocando uma armadilha e deixando-os à torreira do sol”, disse ao CM Raquel Torcato, desta associação.

Inicialmente, quando foram questionadas pelo CM, tanto a autarquia como a direção da escola defenderam, no início da agosto, a opção pela armadilha. Seria uma forma correta de afastar os pombos e travar a acumulação de dejetos no recinto escolar, minimizando riscos para a saúde dos alunos. Asseguraram também que a jaula estava protegida contra o sol e era fornecida água e alimento aos animais. Num e-mail posterior, enviado dia 21, a câmara recuou, revelando que tinha sido “sensível às preocupações manifestadas sobre o método utilizado” e decidira ”reavaliar esta abordagem”.

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“O serviço municipal já procedeu à retirada da jaula de captura no local em apreço e já foram libertados os pombos, estando neste momento, a estudar soluções alternativas que garantam a salubridade do recinto escolar e, ao mesmo tempo, reforcem o compromisso com o bem-estar animal”, afirmou a autarquia. Raquel Torcato mostrou-se satisfeita e destacou o papel do vereador Pedro Tomás para o volte-face, tendo sugerido, em documento enviado à câmara, a adoção do método de alimento contracetivo para controlo da população de pombos.

Inicialmente, a autarquia, responsável pela gestão dos edifícios escolares, não esclareceu o destino dado aos pombos, tendo no segundo e-mail, após pedido de esclarecimento do CM, garantido que não eram mortos, mas sim “libertados em zonas rurais, afastadas dos centros urbanos”.

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