Arquivo Distrital de Leiria com danos e sem resposta a pedidos devido à depressão Kristin
Serviços estão temporariamente indisponíveis. Diretora do arquivo garante que não houve danos em nenhuma documentação.
O Arquivo Distrital de Leiria registou danos devido à depressão Kristin, pelo que tem serviços temporariamente indisponíveis, segundo a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).
Na página na Internet da DGLAB, lê-se que a depressão, na madrugada de 28 de janeiro, afetou o edifício do Arquivo Distrital de Leiria, "bem como os sistemas informáticos e de comunicação", pelo que "não se encontra, neste momento, em condições de dar resposta às solicitações do público".
"Esta situação abrange, nomeadamente, os pedidos submetidos através da plataforma CRAV (Consulta Real em Ambiente Virtual), sistema da DGLAB destinado à submissão e acompanhamento de pedidos de consulta e reprodução de documentação arquivística", adianta.
À agência Lusa, a diretora do Arquivo Distrital de Leiria, Paula Cândido, explicou que, na zona central do Arquivo, denominado Torreão, partiram-se quatro janelas, "o que deixava o edifício desprotegido", tendo uma empresa colocado painéis de madeira para "relativizar os danos".
"Foi arranjada uma solução provisória e estamos a contactar uma empresa para resolver, de forma definitiva, a situação", declarou.
Por outro lado, houve uma inundação, mas conseguiu-se retirar, a tempo, a documentação.
"Não houve danos em documentos, porque os trabalhadores foram incansáveis e retiraram a tempo milhares de processos de tribunal que se encontravam em risco no piso -2", esclareceu Paula Cândido.
A diretora do Arquivo Distrital de Leiria referiu ainda que as instalações estão abertas.
"Mas incapacitados, nesta fase, de dar resposta às solicitações dos cidadãos, quer presencialmente ou por via eletrónica", declarou.
No Arquivo Distrital de Leiria está reunido "um valioso património arquivístico do distrito", com registos paroquial, civil, notarial ou judicial, entre muitos outros fundos.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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