Arrendamentos informais em Portugal podem atingir 60%

Mercado de arrendamento em Portugal "continua subdesenvolvido e fragmentado", segundo OCDE.

06 de janeiro de 2026 às 15:31
Habitação em Lisboa Foto: João Cortesão
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A OCDE afirmou esta terça-feira que o mercado de arrendamento em Portugal "continua subdesenvolvido e fragmentado", com apenas 12% de famílias a declararem viver em casas arrendadas, e com os arrendamentos informais a poderem atingir até 60%.

No 'Economic Survey' de Portugal, onde analisa o desempenho económico do país, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) refere que "as reformas anteriores destinadas a impulsionar a oferta de arrendamento obtiveram apenas um sucesso limitado devido à persistente fragmentação regulamentar", ao congelamento das rendas anteriores a 1990 e às "frequentes alterações políticas a criarem incerteza para os investidores", conclui a análise.

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Num subcapítulo dedicado à eficiência energética, a OCDE ressalva que, "apesar do clima ameno de Portugal e da procura energética globalmente baixa", a fraca qualidade da habitação "contribui para elevados níveis de pobreza energética" e "prejudica a saúde e o bem-estar das pessoas".

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