Assembleia Municipal de Serpa quer intervenção da IP nas estradas degradadas

Para os deputados municiais, merece "particular preocupação" o caso da Estrada Nacional 260 (EN260).

23 de fevereiro de 2026 às 17:01
Câmara Municipal de Serpa Foto: Hugo Rainho
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A Assembleia Municipal de Serpa exige à Infraestruturas de Portugal (IP) uma intervenção "urgente" nas estradas nacionais do concelho, mais degradadas após o mau tempo, e pede ao Governo uma "verba extraordinária" para troços em pior estado.

Em comunicado, a Assembleia Municipal de Serpa, no distrito de Beja, revela ter deliberado exigir à IP "uma intervenção urgente, estrutural e calendarizada" nas estradas nacionais (EN) que atravessam o concelho.

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E, na mesma moção apresentada pelos deputados municipais do PS, na reunião da semana passada, e aprovada por unanimidade, é requerido ao Governo "a afetação de verba extraordinária para a requalificação integral dos troços mais degradados".

Perante os "episódios de precipitação intensa e persistente" das últimas semanas, o estado das estradas nacionais que atravessam o concelho agravou-se, pode ler-se no documento, enviado à agência Lusa.

Segundo o órgão autárquico, "as recentes intempéries não criaram o problema, limitaram-se a expor e acelerar uma degradação há muito existente, traduzida em buracos profundos, fissuração generalizada, abatimentos de pavimento, degradação de bermas e deficiências graves nos sistemas de drenagem".

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Para os deputados municiais, merece "particular preocupação" o caso da Estrada Nacional 260 (EN260), que liga Serpa a Beja e, no sentido contrário, à fronteira com Espanha.

Trata-se de um "eixo estruturante de ligação nacional e internacional, onde o tráfego de veículos pesados é extremamente elevado, assumindo relevância estratégica para a mobilidade regional, para o escoamento da produção agrícola e para a segurança rodoviária", realçam.

A assembleia municipal considera que as condições atuais das estradas "prejudica a competitividade económica do território" e pode representar "um risco acrescido com a aproximação das temperaturas elevadas que poderão acelerar ainda mais a degradação do pavimento".

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Na mesma reunião, foram aprovadas outras moções, uma delas também relacionada com rodovias, em concreto sobre a "degradação das estradas municipais" do concelho.

De acordo com o documento, aprovado por maioria, com os votos a favor do PS, Chega, grupo de cidadãos "Fazer Serpa" e coligação PSD/CDS-PP, mas com a abstenção da CDU, o cenário atual resulta "de anos de desinvestimento, ausência de planeamento e manifesta negligência na gestão da rede viária municipal".

Nesta moção, apresentada pelos deputados socialistas, o anterior executivo da Câmara de Serpa, de maioria CDU, é acusado de ignorar "de forma sistemática os sinais evidentes de degradação estrutural da rede viária, optando por soluções superficiais e pontuais", ao invés de "uma política séria de manutenção e reabilitação".

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A falta de intervenção estrutural transformou o desgaste natural das vias num processo acelerado de ruína", pode ler-se.

Segundo a assembleia municipal, o município deverá "assumir como prioridade absoluta a requalificação da rede viária municipal", realizar de forma "urgente" um levantamento técnico integral do estado de "todas" as vias do concelho e apresentar publicamente um Programa Plurianual de Reabilitação, "com calendarização concreta, prioridades definidas e identificação das fontes de financiamento".

"Num concelho com elevada dispersão territorial, forte dependência da atividade agrícola e necessidade permanente de ligação entre montes, explorações e sedes de freguesia, a rede viária municipal é uma infraestrutura crítica", defendem os deputados.

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Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin (a 28 de janeiro), Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

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