Assistentes operacionais das escolas de Gaia acusam a câmara de "falta de respeito"

Coordenador considerou que a greve que começou a 19 de dezembro e terminou esta sexta-feira foi "esclarecedora sobre a vontade dos trabalhadores".

02 de janeiro de 2026 às 15:20
Escolas Foto: DR
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O sindicato representante dos assistentes operacionais das escolas de Gaia acusou esta sexta-feira a autarquia de "falta de respeito" para com aqueles trabalhadores e avisou que os protestos contra a "cedência pouco democrática" a instituições durante interrupções letivas vão continuar.

Em declarações à Lusa, o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN), Orlando Gonçalves, considerou que a greve que começou a 19 de dezembro e terminou esta sexta-feira foi "esclarecedora sobre a vontade dos trabalhadores".

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Os assistentes operacionais das escolas de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, cumpriram uma jornada de greve contra a "cedência unilateral" pela autarquia a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) no âmbito do programa GaiaAprende +.

"Esta é uma questão que não é de agora, vem do executivo anterior. Já tentámos reunir com o novo executivo, mas nem sequer uma resposta ao nosso pedido de reunião tivemos. Há uma total falta de diálogo connosco e depois assistimos a alguns responsáveis a falarem desta questão nas redes sociais", afirmou o sindicalista.

Segundo Orlando Gonçalves, "a cedência destes trabalhadores nestes moldes é muito pouco democrática, porque eles são obrigados pelo município a trabalhar para IPSS, cumprindo horários e ordens determinadas pelos respetivos diretores, que não são os seus superiores hierárquicos".

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O sindicalista explicou que os trabalhadores deram "o benefício da dúvida" ao novo executivo: "Mas a verdade é que não nos recebem, nem sequer nos respondem, tudo numa postura de falta de respeito para com estes trabalhadores", disse.

Aqueles trabalhadores, avisou o sindicalista, "estão dispostos a continuar o protesto, com mais greves nas próximas interrupções letivas e ainda outras formas de protesto".

"A questão aqui não é o programa em si, entendemos o mérito dele, mas a forma não democrática como os trabalhadores são obrigados a trabalhar nas IPSS", salientou.

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O GAIAaprende+i (inclusão) é um programa educativo municipal desenvolvido e articulado com as entidades da deficiência e com os agrupamentos de escolas do concelho de Gaia, que integra a dinamização de programas de ocupação dos tempos livres nas interrupções letivas semestrais, do Natal, da Páscoa e férias escolares.

A Lusa tentou uma reação da Câmara de Gaia, mas até ao momento não foi possível.

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