Aterro do temporal no Funchal é 'Praça do Povo'
A obra teve um investimento superior a 81 milhões de euros e abre parcialmente ao público sexta-feira.
O aterro feito com os detritos arrastados pelo temporal de fevereiro de 2010, no Funchal, foi transformado na 'Praça do Povo', um investimento superior a 81 milhões de euros na marginal da cidade, que abre parcialmente ao público sexta-feira.
A obra, que vai ser inaugurada pelo presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, foi feita ao abrigo da Lei de Meios, criada pelo Governo de José Sócrates (PS) para custear os prejuízos avaliados em 1.080 milhões de euros causados pela enxurrada que provocou mais de 40 mortos, seis desaparecidos, centenas de desalojados e avultados danos materiais.
O governo madeirense justificou que o aterro resultou da necessidade urgente de desassoreamento dos troços terminais das três ribeiras que desaguam no interior do porto do Funchal, tendo sido constituído como depósito temporário dos inertes a leste do cais da cidade.
Face ao elevado volume ali depositado, (estimado na altura em cerca de 100 mil metros cúbicos de inertes acumulados das ribeiras), o executivo regional acabou por decidir não retirar aquele material, alegando que representaria um elevado custo financeiro e fortes constrangimentos no trânsito da cidade devido à circulação de centenas de camiões.
Em alternativa, optou por um projeto de "valorização urbanística e paisagística" naquele terrapleno e, entre as intervenções efetuadas na marginal do Funchal depois do temporal, surgiu a agora denominada 'Praça do Povo", no espaço em frente à Assembleia Legislativa da Madeira.
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