Autarcas dos concelhos fustigados pelo mau tempo dizem que medidas do PTRR "são genéricas"

Leiria, Marinha Grande e Ourém foram dos concelhos mais afetados pelas tempestades.

30 de abril de 2026 às 01:30
Leiria foi um dos concelhos mais afetados pelas tempestades Foto: Nuno André Ferreira
Partilhar

Ainda é "cedo" para tecer julgamentos sobre o anúncio do Executivo sobre as novas medidas anunciadas pelo Governo para ajudar na recuperação. Quem o diz são autarcas dos concelhos afetados pelas tempestades e cheias do início do ano.

Ao CM, a autarquia de Leiria assinalou a “intenção positiva do investimento”, “sobretudo pelo reconhecimento de um domínio específico de apoio aos territórios afetado, com uma dotação na ordem dos 5,8 mil milhões de euros”, mas diz ser essencial “conhecer ao detalhe as medidas contempladas” no programa ‘Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência’ (PTRR). Segundo a mesma fonte, será assim "determinante assegurar uma forte articulação com os municípios na operacionalização do programa, tirando partido da proximidade às populações".

Pub

Já Luís Miguel Albuquerque, presidente da Câmara de Ourém (PSD), sublinha que o anúncio do Governo foi “muito genérico”, e que “ainda é cedo para tecer conclusões”. Assume ainda que ainda nem ter conseguido "ver a listagem de investimentos [propostos pelo Executivo]".

Falta de mão de obra causa atrasos

Três meses após a depressão ‘Kristin’ (que se abateu sobre Portugal a 28 de janeiro), a população do Pinhal Interior continua com dificuldades para reparar os estragos. A demora nos apoios e também a falta de mão de obra estão a atrasar a reconstrução. A autarquia da Sertã recebeu cerca de mil candidaturas aos apoios. “Dos processos que a câmara ajudou a submeter, 114 já foram pagos (300 mil euros), sobretudo para reparação de coberturas em casas”, diz Cristina Nunes, vereadora com o pelouro da Proteção Civil.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar