Autoridade dos Transportes não vê "insuficiências substanciais" no Metro de Lisboa

"Indisponibilidade parcial" na venda de bilhetes, bem como "desfasamentos entre os tempos medidos" foram detetados.

03 de março de 2017 às 09:59
Utilização de três carruagens na Linha Verde do Metro de Lisboa tem sido fortemente contestada Foto: Lusa
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A Autoridade dos Transportes detetou "indisponibilidade parcial" na venda de bilhetes do Metro de Lisboa, bem como "desfasamentos entre os tempos medidos" e informação disponível nos cais, mas considera que não há "insuficiências substanciais no atendimento ao cliente".

A "ação inspetiva e de diagnóstico" realizada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) em três dias de operações do Metro de Lisboa (12, 14 e 18 de dezembro de 2016) constatou "situações de indisponibilidade parcial das máquinas de venda automática de bilhetes em diversas estações".

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"Verificaram-se também substanciais desfasamentos entre os tempos medidos/registados 'in loco' pela equipa da ação inspetiva e a informação disponibilizada no 'painel eletrónico de informação'", escreve a Autoridade dos Transportes, num relatório hoje divulgado.

O desfasamento nos tempos face ao painel de informação aos passageiros - ou seja, o Metro não chega quando a empresa diz que ele vai chegar - estende-se também à "informação anunciada no sítio da Internet", bem como "a constante do contrato de concessão de serviço público.

Ainda assim, a Autoridade dos Transportes considera que, "na generalidade, não se verificaram insuficiências substanciais no atendimento ao passageiro e no acesso a serviços e infraestruturas" do Metro de Lisboa.

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"Pelas constatações efetuadas, não foram identificados eventuais incumprimentos legais ou contratuais", mas isto porque "o contrato não é adequadamente objetivo, de forma a permitir a medição detalhada de indicadores de performance", adianta o regulador.

Por outro lado, "nem todas as obrigações de serviço público são quantificáveis ou mensuráveis" o que - justifica-se a Autoridade dos Transportes - "inviabiliza a precisa aferição de eventuais incumprimentos e aplicação de eventuais sanções/penalidades".

A AMT considera, por isso mesmo, que o Contrato de Concessão de Serviço Público deve ser "reanalisado e revisto" por forma a que "entre outros objetivos" sejam previstos "indicadores de performance objetivos, claros e mensuráveis" e que "as penalidades e bonificações sejam indexadas ao cumprimento de todas as obrigações de serviço público".

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De acordo com dados da base Pordata, o Metro de Lisboa transportou em 2015 pouco mais de 142.700 passageiros.

Dez anos antes, em 2005, o Metro de Lisboa transportou mais de 185 mil passageiros. Já em 1990, o Metro lisboeta transportou 141.500 passageiros.

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