Autoridade Nacional deu prioridade aos meios para o incêndio de Góis pelo "histórico" de fogos nessa região

João Gouveia testemunhou em mais uma sessão do julgamento sobre os incêndios no concelho de Pedrógão Grande.

03 de fevereiro de 2022 às 15:05
Bombeiros combatem incêndio Foto: Reuters
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A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil deu prioridade aos meios para o incêndio de Góis, em 2017, tendo em conta o "histórico" dos fogos nesta localidade, disse hoje uma testemunha no Tribunal de Leiria.

"Temos histórico de alguns incêndios e sabemos que os de Góis, como de Coimbra, são difíceis, se não forem debelados à nascença. Sabemos que são muito violentos", disse o chefe de equipa da sala de operações do comando nacional de operações no dia 17 de junho de 2017, João Gouveia, em resposta à advogada do comandante Augusto Arnaut, sobre a razão de terem sido enviados mais meios para aquele incêndio do que para Pedrógão Grande.

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João Gouveia, que falava em mais uma sessão do julgamento que decorre no Tribunal Judicial de Leiria para apurar eventuais responsabilidades criminais nos incêndios no concelho de Pedrógão Grande em junho de 2017, admitiu ainda ter havido "falhas graves" na fita do tempo, ao não constar que os meios aéreos nunca chegaram ao teatro de operações.

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