Balanço provisório avalia em 3,5 milhões de euros danos no património municipal da Figueira da Foz
Devido à falta de condições de habitabilidade, a Câmara da Figueira da Foz teve de realojar seis agregados familiares, num total de 20 pessoas.
A Câmara da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, registou, até à data, prejuízos de cerca de 3,5 milhões de euros (ME) no património municipal devido à passagem da depressão Kristin.
O valor provisório foi revelado esta quinta-feira pela vice-presidente Anabela Tabaçó, na reunião camarária, na qual o período antes da ordem do dia foi utilizado para efetuar o balanço da tempestade.
Segundo a autarca, os edifícios municipais e os equipamentos desportivos e de recreio sofreram estragos na ordem dos 1,6 milhões de euros, enquanto nas infraestruturas e rede viária e pluvial foram registados prejuízos de 1,05 milhões de euros.
O parque escolar, segundo Anabela Tabaçó, sofreu estragos de 524 mil euros, com o Agrupamento Figueira Mar a ser o mais atingido (228.500 euros).
A escola do 1.º ciclo da Costa de Lavos ficou sem condições e as aulas foram transferidas para outro edifício.
Nos espaços verdes estão contabilizados 161 mil euros e em infraestruturas elétricas e de telecomunicações 23 mil euros.
"Não é um valor estanque, na medida em que está a ser atualizado diariamente, conforme o reporte dos serviços municipais", disse a vice-presidente do município.
Devido à falta de condições de habitabilidade, a Câmara da Figueira da Foz teve de realojar seis agregados familiares, num total de 20 pessoas.
Ao nível particular, os maiores estragos são ao nível dos telhados das habitações e nas instalações e infraestruturas do tecido empresarial.
A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) ainda não tem um valor efetivo dos estragos nas grandes indústrias do concelho, mas antevê prejuízos de algumas dezenas de milhões de euros.
Num levantamento efetuado, a associação contabilizou ainda prejuízos diretos em 55 micro e pequenas empresas do concelho, superiores a 1,5 milhão de euros.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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