Bastonário dos médicos diz ser preciso passar das palavras aos atos no SNS

Carlos Cortes disse ter convicção de que a ministra Ana Paula Martins "gosta e acredita no SNS".

15 de setembro de 2026 às 16:18
Carlos Cortes Foto: Direitos Reservados
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O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) defendeu, esta terça-feira, em Coimbra, que é preciso passar das palavras aos atos e concretizar medidas para fortalecer o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e garantir cuidados de saúde à população.

"É frequente declararmos a nossa paixão pelo SNS, mas mais do que dizer palavras bonitas, prometermos que vamos fazer, é preciso concretizar para o SNS produzir", afirmou Carlos Cortes na cerimónia simbólica da rega da oliveira do SNS no Parque Verde do Mondego, após as comemorações nacionais do 47.º aniversário do SNS, que decorreram durante a manhã no Convento São Francisco.

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Na presença da ministra da Saúde, o bastonário da OM salientou que "é preciso concretizar e passar das palavras aos atos" para defender o legado do advogado António Arnaut (já falecido), fundador do SNS quando era ministro dos Assuntos Sociais, em 1979.

Carlos Cortes referiu ainda ter a convicção de que a ministra Ana Paula Martins "gosta e acredita no SNS", afirmando que os médicos e outros profissionais de saúde querem trabalhar no SNS, mas "precisam de ter condições".

Durante a manhã, em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia das comemorações nacionais, o bastonário da OM defendeu que é preciso trabalhar mais na fixação de médicos no SNS e na resposta nos serviços de urgência, além de ser necessário corrigir desigualdades territoriais.

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"Ainda a semana passada estive no litoral alentejano, onde há menos médicos desde Alcácer do Sal até Odemira do que num dos serviços, por exemplo, do hospital em Coimbra", disse Carlos Cortes.

Salientando que Portugal é um país desigual no acesso à saúde, situação que "tem de ser corrigida", Carlos Cortes fez votos que as "palavras bonitas" que esta terça-feira se ouviram em torno do SNS "se transformem em ações concretas para as pessoas".

O bastonário afirmou a ambição de que as pessoas "sintam verdadeiramente que têm melhores cuidados, com qualidade, com segurança e, sobretudo, melhor acesso".

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Para o bastonário da OM, neste momento, o maior problema do SNS é "a sua incapacidade em atrair e em fixar médicos e outros profissionais de saúde".

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