Bombeiros de Paço de Arcos contra Câmara de Oeiras

Bombeiros recusaram sair do quartel esta sexta-feira.

26 de fevereiro de 2016 às 11:51
bombeiros Foto: CMTV
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Cerca de uma dezena de bombeiros da corporação de Paço de Arcos protestaram esta sexta-feira contra a desativação do espaço, quando os serviços administrativos da Câmara de Oeiras tomavam posse do imóvel.

No dia em que a Câmara de Oeiras tinha determinado desativar definitivamente as velhas instalações dos Bombeiros de Paço de Arcos, elementos da corporação que lá se encontravam, cerca das 08:00, recusaram sair do quartel, em protesto.

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A chegada da polícia municipal, da PSP e de técnicos da autarquia fizeram com que os bombeiros resistentes cedessem e, ao fim de duas horas, começaram a retirar material das instalações até que as portas do quartel fossem soldadas e encerradas definitivamente.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos, Tiago Fernandes, explicou que se tratou de uma "cedência forçada" e acusou a Câmara de Oeiras de "arrogância e prepotência".

"Tivemos de sair à força, porque a nossa vontade era lá ficar e impedir que o quartel fosse desativado, mas disseram-nos que, se não saíssemos, incorríamos em desobediência com a polícia. Então, acabámos por ceder", adiantou o responsável.

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Tiago Fernandes sublinhou que a associação interpôs uma providência cautelar em tribunal, para impedir que as instalações fossem desativadas, e que "a Câmara não tem razão" em despejar os bombeiros daquele quartel.

"Nós temos direito de superfície até 2032. Temos aqui imensos serviços essenciais para prestar socorro às pessoas e isto trata-se de uma demonstração de força da Câmara que compromete a nossa missão. Não faz sentido quererem tirar-nos daqui para deixar este espaço fechado", sublinhou.

Novo quartel

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Desde 2008 que os bombeiros de Paço de Arcos têm um novo quartel, mas as antigas instalações continuavam a ser ocupadas pela corporação para funcionamento de um centro clínico, oficina para reparação de ambulâncias, guardar as embarcações de socorro náutico, salas de formação e espaço de convívio dos sócios.

Contrariamente do que diz a associação, fonte da Câmara de Oeiras disse à agência Lusa que o direito de superfície já caducou há muito tempo.

"A propriedade regressou para a posse da Câmara, que está no seu pleno direito de fazer o que quiser deste espaço. Nunca quisemos que fosse desta forma", disse.

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