Brisa estima encontrar solução técnica para derrocada na A5 na próxima semana

Deslizamento ocorrido na A5 (Lisboa-Cascais), na zona de Monsanto, resultou de um volume "anormal" de água.

25 de fevereiro de 2026 às 17:49
Brisa Foto: Mariline Alves
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A Brisa explicou esta quarta-feira no parlamento que o deslizamento ocorrido na A5 (Lisboa-Cascais), na zona de Monsanto, resultou de um volume "anormal" de água e adiantou que a análise técnica para definir a solução estará concluída na próxima semana.

O presidente da comissão executiva do Grupo Brisa, António Pires de Lima, e o vogal Manuel Melo Ramos foram ouvidos esta manhã na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, a requerimento do Chega, para falar sobre a manutenção das autoestradas A1 e A5, na sequência de incidentes causados pelas tempestades que assolaram o país.

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Questionado sobre os condicionamentos de trânsito verificados desde o dia 11 de fevereiro no quilómetro um da A5, na subida de Monsanto, devido a um deslizamento de terras, Manuel Melo Ramos ressalvou que "o talude afetado é de grande dimensão" e que se prolonga além da área concessionada, abrangendo a zona da mata de Monsanto.

"Verificamos que os sistemas de drenagem, quer na zona da concessão, quer na mata de Monsanto, funcionaram bem durante décadas e asseguraram a sua função de estabilização do talude. Não havia qualquer indício de instabilização", ressalvou.

Manuel Melo Ramos referiu que o "volume excecional de água", provocado pelas recentes tempestades, levou à instabilização dos solos e ao arrastamento de lamas e pedras para a via, levando, num primeiro momento, ao corte preventivo de três das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais.

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A circulação foi, entretanto, progressivamente reposta, mantendo-se atualmente uma via condicionada enquanto decorrem trabalhos de monitorização e estabilização do talude.

Questionado sobre a metodologia e o cronograma da intervenção, o administrador da Brisa explicou que se encontra em curso uma análise técnica, que deverá estar concluída na próxima semana.

"Eu neste momento não consigo antecipar o cronograma, na medida em que, como referi, não temos ainda a solução definitiva que contamos ter no final da próxima semana", apontou.

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Também nesta audição, o presidente da comissão executiva do Grupo Brisa, António Pires de Lima, anunciou que a concessionária não vai pedir compensação ao Estado português pela derrocada na Autoestrada A1, na zona de Coimbra.

Em poucos dias, mais de 9 mil toneladas de material pétreo foram depositadas para impedir a erosão do aterro e proteger a área afetada, precisou ainda o responsável.

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Em 11 de fevereiro, o rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1, levou à erosão do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quilómetro 191.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

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As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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