Bruno vai todos os dias ao cemitério beijar a campa dos filhos que morreram em explosão em França

Família de imigrantes já tem casa nova atribuída pela câmara.

06 de abril de 2026 às 01:30
Explosão que matou crianças portuguesas em França foi provocada por vizinha suicida
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Tomás, de três anos, e Mathieu, de cinco, tinham chegado com a mãe e o meio-irmão, de 18, a casa, em Trévoux, a cerca de 25 quilómetros de Lyon, França, quando ocorreu uma violenta explosão. Estávamos a 15 de dezembro do ano passado, a poucos dias do Natal, quando a tragédia aconteceu. Os meninos morreram a caminho do hospital. Eram filhos de Bruno, um homem português, natural de Cabeceiras de Basto e primo de Vitinha, avançado do Génova e ex-jogador do Sporting Clube de Braga. Quatro meses depois da tragédia, a família de Bruno já tem casa nova atribuída pela câmara. A habitação fica perto do cemitério onde Bruno e a mulher se deslocam todos os dias a seguir ao trabalho para dar um beijo à campa que guarda os corpos dos filhos.

Manuel Cardia Lima, conselheiro das Comunidades Portuguesas em Lyon, confirma que a família ainda sofre muito com as mortes. “Decorre uma investigação mas acima de tudo é preciso ajudar estas pessoas que estão a passar o pior pesadelo”, disse ao CM o responsável.

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O prédio onde ocorreu a explosão tem quatro andares. O rebentamento foi resultado de um suicídio. A polícia francesa confirmou que foi causado “voluntariamente” por uma vizinha da casa ao lado que ligou o gás para pôr termo à vida. O corpo da mulher foi encontrado mais tarde nos escombros. Além da morte de Tomás e Mathieu houve 13 feridos.

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