Cacém: Alunos protestam contra "falta de segurança" da escola
Cerca de duas centenas de alunos, colegas dos dois adolescentes que ontem morreram afogados numa lagoa artificial no Cacém, concentraram-se esta quarta-feira à porta da Escola Secundária Gama Barros em protesto contra a "falta de segurança" do estabelecimento de ensino.
Esta manhã, os alunos foram obrigados a passar o cartão magnético de estudante para entrar na escola, uma situação que anteriormente não acontecia, afirmam.
"Antes entrávamos e saíamos quando queríamos. Agora, depois das mortes, é que nos pedem para passar o cartão. É pior para nós por um lado, mas é melhor por outro", disse à agência Lusa Sandra Costa, do 8º ano.
Para além dos alunos, também pais estiveram presentes. "No princípio do ano assinei uma folha a dizer que o meu filho só podia sair das aulas. Ele devia almoçar na escola e não deveria sair", afirmou uma das mães.
Já o director da escola, António Gouveia, tem uma opinião bem diferente: recusa a ideia de insegurança no espaço e garante que é um procedimento habitual os alunos passarem os cartões à entrada da escola.
"Até mesmo quando não têm os cartões o funcionário faz o registo dos alunos e depois entramos em contacto com os pais para pedirem uma segunda via. Temos os portões sempre fechados e estamos sempre em contacto com a Escola Segura", disse.
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