Câmara de Coimbra reconhece interesse cultural a cinco repúblicas estudantis

Objetivo é proteger as casas da pressão imobiliária.

18 de junho de 2018 às 16:53
Estudantes Foto: Ricardo Almeida
Dois dos actuais habitantes da Real República Boa-Bay-Ela, uma das casas comunitárias de estudantes de Coimbra que adoptaram a designação de reais repúblicas para conseguir agradar a conservadores e progressistas durante o Estado Novo. (Paulo Novais, Lusa)

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A Câmara de Coimbra reconheceu esta segunda-feira por unanimidade o interesse histórico e cultural ou social local às repúblicas Prá-Kys-Tão e Inkas, elevando para cinco as casas de estudantes com este estatuto para as proteger da pressão imobiliária.

Em maio, o executivo municipal atribuiu a mesma classificação, também por unanimidade, às repúblicas dos Fantasmas, Rápo-Táxo e Farol das Ilhas, esta última entretanto objeto de uma ordem de execução judicial, em 07 de junho, que obrigou os seus sete residentes a abandonarem a casa, por atraso de uma semana (em relação à data acordada com o proprietário do edifício) do pagamento de rendas em dívida, no montante de 13.250 euros.

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O estatuto de 'entidade de interesse histórico e cultural ou social local' visa proteger designadamente as tradicionais casas de estudantes de Coimbra da pressão imobiliária, mas não contempla situações de despejo.

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