Câmara de Leiria alerta para pessoas que se fazem passar por funcionários da autarquia
Autarquia recomendou aos munícipes para que não abram a porta, não forneçam dados pessoais e para não assinarem documentos ou aceitarem pedidos de pagamento.
A Câmara de Leiria alertou esta quarta-feira a população para burlas feitas por pessoas que se fazem passar por funcionários do município e que prestam informações falsas e pedem dinheiro.
A autarquia recomendou aos munícipes para que não abram a porta, não forneçam dados pessoais e para não assinarem documentos ou aceitarem pedidos de pagamento a pessoas que se estão a fazer passar por "representantes de entidades públicas", incluindo do município.
A Câmara Municipal de Leiria acrescentou que o município tem equipas no terreno na sequência da depressão Kristin, mas que "não está a solicitar qualquer tipo de pagamento, donativo ou valor em dinheiro".
Em caso de dúvida, a autarquia pediu às pessoas para contactarem diretamente os serviços municipais ou as autoridades.
Na segunda-feira, o Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou à Lusa que, "embora, até ao momento, não tenha sido reportada qualquer ocorrência deste tipo" na sua área de intervenção, "é frequente que, em contextos de reconstrução e fragilidade", pessoas mal-intencionadas "se façam passar por técnicos de serviços, funcionários de instituições ou representantes de autoridades para extorquir dinheiro ou aceder a residências".
A GNR esclareceu que "tem intensificado a sua presença no terreno", com "vigilância ativa nas zonas mais fustigadas" pela depressão, contacto porta a porta com "os cidadãos mais idosos e isolados, prestando conselhos de segurança personalizados", e alertas contínuos nas redes sociais.
A GNR recomendou aos cidadãos para que não permitam a entrada de estranhos em casa, "mesmo que se identifiquem como técnicos de reparação (luz, água, gás)" ou funcionários do Estado "sem que tenha solicitado o serviço previamente".
Por outro lado, aconselhou que peçam "sempre o cartão de identificação profissional" e, em caso de dúvida, contactem a empresa ou entidade que a pessoa diz representar antes de abrir a porta.
Além da não entregarem dinheiro, a GNR apelou para as pessoas suspeitarem de "pagamento imediato em numerário para 'taxas urgentes', 'limpezas de detritos' ou 'processos de indemnização'", mantenham os vizinhos informados sempre que alguém estranho aborde e denunciem sempre às autoridades comportamentos suspeitos, quer à GNR, quer pelo número nacional de emergência, 112.
Já o Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP) referiu ser "muito importante que as pessoas não se deixem iludir pelo excesso de disponibilidade e voluntarismo de pessoas estranhas", pedindo "para que identifiquem as pessoas e, sendo desconhecidas, chamem a polícia".
A PSP alertou "para falsos prestadores de serviços de construção, vendedores de materiais e equipamentos, em particular geradores, peritos de seguros, funcionários municipais ou de assistência social".
"Devem apenas aceitar ajudas de pessoas que tenham conhecimento e perfeitamente identificadas, e denunciem situações, procurando recolher dados fisionómicos e matrículas dos veículos utilizados por estas pessoas", recomendou a PSP, insistindo para que nunca permitam a entrada de estranhos em casa.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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