Câmara de Sintra aprova protocolo com Exército para vigilância da serra

Executivo municipal aprovou também por unanimidade uma proposta para apoio de cerca de 71 mil euros aos Bombeiros Voluntários de Sintra.

22 de abril de 2026 às 16:09
Serra de Sintra Foto: Direitos Reservados
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A Câmara Municipal de Sintra aprovou um protocolo com o Exército e a sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML) para a vigilância da serra de Sintra por militares, durante o período mais crítico de fogos rurais.

Segundo uma proposta do presidente da autarquia, Marco Almeida (PSD), aprovada por unanimidade pelo executivo, o município vai assinar com o Exército português e a PSML um protocolo de colaboração para "a vigilância da serra de Sintra, no domínio da gestão integrada dos fogos rurais".

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Na minuta do protocolo, a que a Lusa teve acesso, refere-se que incumbe ao Exército colaborar "em missões de proteção civil" e de satisfação de necessidades básicas e melhoria da qualidade de vida das populações, e à autarquia promover "a valorização da proteção do ambiente", nomeadamente da serra de Sintra, enquanto coordenador municipal de proteção civil.

A PSML, por seu lado, tem a responsabilidade pela gestão dos parques e monumentos na zona classificada património mundial pela UNESCO, bem como de propriedades no perímetro florestal, pelo que as três entidades consideram "prioritária a existência de um dispositivo operacional que assegure uma melhor preservação do património florestal da serra", especialmente na "vigilância e detenção e presença dissuasora".

Nesse sentido, o Exército, através do Regimento de Comandos, instalado na serra da Carregueira (Belas) e o Regimento de Artilharia Antiaérea 1, sediado em Queluz, apoiará na vigilância da serra de Sintra, nomeadamente a "observação dos espaços florestais", de "forma fixa ou móvel", para "detetar prontamente quaisquer das ocorrências de incêndios" e "se possível identificar" os seus autores, seja por "negligência ou intencionalmente".

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A vigilância, essencialmente móvel e variando a rotina de circulação, decorrerá de 04 de maio a 02 de novembro, no âmbito do Sistema de Gestão Integrada dos Fogos Rurais, mas pode ser alargado a dias de perigo de incêndio rural elevado e muito elevado ou máximo, mediante comunicação prévia do município.

O Exército disponibilizará diariamente uma viatura e três militares para operações de vigilância durante o período noturno, que devem relatar e comunicar ao Serviço Municipal de Proteção Civil, Comando Sub-Regional da Grande Lisboa da ANEPC, GNR e PSML "todas e quaisquer ocorrências que considerem anormais".

O município assegura aos militares meios de comunicação para contacto com entidades responsáveis e combustível para as operações de vigilância, bem como apoio em futuras iniciativas de índole cultural e logística não operacional das unidades militares, e a PSML disponibiliza alojamento na serra para períodos de descanso, alimentação e seguro de danos materiais por terceiros às viaturas.

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Em comunicado, a autarquia considerou que o protocolo "estabelece uma articulação eficaz entre as três entidades", permitindo a adoção de "medidas coordenadas no terreno", contribuindo para "a proteção da vida humana, do ambiente e do património natural e cultural da serra".

"Reforçar a vigilância durante o período mais crítico de incêndios é essencial para salvaguardar os sintrenses, os seus bens e este património natural único", afirmou Marco Almeida, citado na nota, assegurando a proteção da serra será sempre uma prioridade absoluta.

O executivo municipal aprovou também por unanimidade uma proposta para apoio de cerca de 71 mil euros aos Bombeiros Voluntários de Sintra, para aquisição de um veículo florestal de combate a incêndios, no valor de 235.500 euros, para substituir uma viatura idêntica danificada num acidente numa ação de formação de condução fora de estrada, em outubro de 2025.

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O veículo acidentado encontra-se irrecuperável, e por ter ocorrido num exercício da Escola Nacional de Bombeiros, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil comparticipa com 164.493 euros (80% do valor total) na aquisição da viatura, para a corporação manter operacional a função de combate ao incêndio rural/florestal.

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