Câmara de Valongo limita trabalho na rua até às 12h00 e cria centros de apoio nas 5 freguesias
Por causa da onda de calor, os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência.
A Câmara de Valongo disponibiliza a partir de sexta-feira estruturas nas cinco freguesias do concelho para albergar pessoas devido ao calor e limitou até às 12:00 o trabalho nas ruas aos seus funcionários, revelou esta quinta-feira o presidente da autarquia.
Em declarações à Lusa após a reunião do Centro de Comando Operacional Municipal, Paulo Esteves Ferreira antecipou o conjunto de medidas que aplicarão devido ao aviso vermelho anunciado para sexta-feira para vários distritos, entre eles o Porto, e que inclui a sensibilização das pessoas para um comportamento mais responsável, evitando expor-se ao calor entre as 11h00 e as 17h00.
Sobre os locais preparados para receber as pessoas, em Valongo estarão disponíveis o Auditório António Macedo e o edifício da Junta de Freguesia. Em Ermesinde será na Vila Beatriz e no Fórum do Parque Urbano. No caso de Alfena estará o Centro Cultural de Alfena, disse.
No caso de Sobrado, estará disponível o Centro Documental da Bugiada e a Sala das Artes e, na freguesia de Campo, terão o Centro Cultural de Campo e o Museu de Lousa, concluiu.
Em todos esses espaços, garantiu, haverá ar condicionado e estará um elemento da proteção civil, para que no caso de alguém se sentir mal possa ser imediatamente assistido ou solicitado socorro, acrescentou o autarca.
Paulo Esteves Ferreira revelou ainda que os trabalhadores da autarquia que estejam a trabalhar nas ruas ou que andam no exterior só trabalharão até ao meio-dia, prosseguindo, após o almoço, em oficina ou em espaço coberto.
O autarca anunciou também o aumento da vigilância nas serras, por causa do risco de ignição de fogos, bem como a disponibilização do Centro de Recursos para a Inserção Social para acolher, em Ermesinde, aos sem-abrigo nas horas de maior calor.
Estas medidas, garantiu, durarão enquanto vigorarem os avisos vermelho ou laranja.
O aviso vermelho devido ao calor foi alargado até domingo em 10 distritos do litoral e do interior sul do país, anunciou esta quinta-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está esta quinta-feira ativo nos distritos de Portalegre, Évora e Beja, assim como em Santarém e Lisboa, sendo que os últimos dois distritos passam a laranja (o segundo nível) às 23:00 de sexta-feira.
Na sexta-feira, estarão também sob aviso vermelho por causa do calor outros 10 distritos: Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora e Beja. Em todos os casos este nível permanece ativo até às 06:00 de domingo.
O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.
Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o "papel de proximidade essencial" que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.
Segundo a DGS, as autarquias devem garantir, em parceria com várias entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada essa listagem, assim como realizar contactos preventivos e promover, sempre que possível, visitas domiciliárias.
Já ao nível das medidas comunitárias, a direção-geral aconselha que sejam abertos locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento) e disponibilizada água potável, garantindo o bom funcionamento dos bebedouros públicos, assim como recomenda o prolongamento dos horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade.
Para os espaços públicos, é sugerido que sejam reforçadas as zonas de sombra, instaladas estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento, e adaptados os horários dos trabalhos municipais realizados no exterior.
Por causa da onda de calor, os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência.
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