Câmara do Porto vota deslocalizar feirantes da Vandoma e Cerco para o Feiródromo
Na sua atual localização, a realização da Feira implica um enorme condicionamento do trânsito e estacionamento envolventes, refere a Câmara.
A Câmara do Porto vai votar na próxima segunda-feira, em reunião privada do executivo, a deslocalização dos feirantes da Vandoma e da antiga feira do Cerco para o Feiródromo, iniciando "uma preparação sistematizada e coerente" do novo equipamento.
Na proposta elaborada pela vereadora com os pelouros das Atividades Económicas e Fiscalização, Filipa Correia Pinto, a que a Lusa teve acesso, propõe-se "a deslocalização dos atuais ocupantes ativos da Feira da Vandoma da Avenida 25 de Abril para o novo recinto de feiras de Campanhã -- 'Feiródromo'" e igual procedimento para os "antigos ocupantes da extinta Feira do Cerco que ainda se encontrem ativos".
"Apesar do esforço dos serviços municipais, nomeadamente da Polícia Municipal e dos agentes de fiscalização da Divisão Municipal de Fiscalização Ambiental e Intervenção na Via Pública, na atual localização da Feira da Vandoma -- Avenida 25 de Abril -- verifica-se a permanência de inúmeros vendedores ilegais, que contornam os perímetros de segurança e ocupam, indevidamente, postos de venda dentro e fora do recinto da Feira", pode ler-se na proposta a que a Lusa teve acesso.
A proposta da vereadora refere ainda que "na sua atual localização, a realização da Feira da Vandoma implica um enorme condicionamento do trânsito e estacionamento envolventes e, por isso, constrangimentos desproporcionados numa zona estruturante, quer ao nível da mobilidade quer ao nível do conforto do espaço público".
"Não estão, portanto, reunidas as condições de qualidade e de segurança pública para que a Feira da Vandoma se continue a localizar na Avenida 25 de Abril", considera Filipa Correia Pinto.
O texto refere ainda que se visa "uma preparação sistematizada e coerente de dinamização" do novo Feiródromo, pretendendo-se criar "um espaço organizado, seguro e com as condições adequadas à realização das maiores feiras da cidade", com "152 lugares, bancas fixas, uma cafetaria, instalações sanitárias, estruturas de proteção das chuvas, ecoponto, pontos de água, iluminação e estações de metro e estacionamento" na envolvente.
"O plano de ocupação do recinto de feiras será faseado, prevendo-se a integração imediata das grandes feiras da cidade, designadamente a Feira da Vandoma", e numa segunda fase "o recinto deverá acolher outras iniciativas -- nomeadamente um grande Mercado de Natal -- que garantam a transformação deste espaço num novo polo comercial, de atração e de captação de novos públicos para a zona de Campanhã", aponta.
Tendo em conta que "a conclusão desta obra encontra-se prevista para breve", para a vereadora parte do executivo liderado por Rui Moreira "urge definir a estratégia de mudança, promovendo, desde já, a deslocalização dos agentes económicos atualmente ativos na feira da Vandoma e da extinta feira do Cerco, que tenham a respetiva situação económica regularizada".
"Em sede de audiência prévia, tais agentes económicos foram consultados, não tendo manifestado oposição à intenção de os deslocalizar para o novo recinto de feiras", garante a proposta.
Quanto aos lugares sobrantes, "foi aberto o respetivo concurso, tendo já sido publicado o Edital com a identificação do número de vagas, condições de candidatura, requisitos de admissão e identificação da data do sorteio".
Em 30 de janeiro, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, adiantou que a construção do Feiródromo deveria "estar concluída em maio", numa obra que estava a "andar bem".
A construção do Feiródromo arrancou em 18 de novembro de 2024 e tinha um prazo de execução de 180 dias, prevendo-se a sua conclusão para 17 de maio.
A construção do Feiródromo foi adjudicada por 821.524,58 euros à Empribuild, Lda. e tem como equipa projetista a DAJ - Engenheiros Associados Sociedade Unipessoal, Lda.
Em 2022, o município do Porto previa que a construção do Feiródromo estivesse concluída no final desse ano, mas o lançamento do concurso foi consecutivamente adiado.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt