Câmaras já dão alojamento para professores
Autarquias de Grândola e Santiago do Cacém disponibilizam habitação gratuita. "Pode ser algo que atraia mais pessoas para estes locais", diz diretora de um dos agrupamentos.
A falta de professores está a levar as câmaras municipais a entrar em campo para tentar resolver o problema. Foi o que sucedeu em pelo menos duas autarquias alentejanas, Grândola e Santiago do Cacém, onde foi disponibilizado alojamento gratuito para atrair candidatos.
A Escola Básica de 1.º ciclo de São Domingos, em Santiago do Cacém, tem apenas uma turma, com nove alunos, do 1.º ao 4.º ano de escolaridade, e que está sem professor.
“Lançámos concurso para horário completo até final do ano letivo. Reunimos com os pais e a junta de freguesia de São Domingos, que disponibilizou uma casa”, contou ao CM a diretora do agrupamento Prof. Arménio Lança, com sede em Alvalade do Sado, Alexandra Gonçalves, que está satisfeita porque já apareceu uma candidata. “O concurso termina às 23h59 de quarta-feira e depois selecionamos”, acrescenta a responsável, que já tinha feito um post nas redes sociais a informar sobre o alojamento gratuito: “Pode ser algo que atraia mais pessoas para estes locais”.
No concelho de Grândola, o presidente da câmara, Luis Vital Alexandre, disse ao CM que decidiu avançar com o alojamento gratuito , depois de vários concursos terem ficado “sucessivamente desertos para o ensino básico no Agrupamento de Grândola”. O autarca garante que o município “está a desenvolver um regulamento tendo em vista a constituição de uma Bolsa Estratégica de Habitação para profissionais de áreas críticas, entre os quais saúde, educação, segurança e proteção civil”. “Esse regulamento vai prever a disponibilização de habitação municipal com renda acessível, mas também apoios ao arrendamento no mercado. Os profissionais que beneficiam dos apoios, terão uma renda calculada em função das suas condições familiares e financeiras”, disse.
A medida é aprovada por outros diretores. “Parece-me muito bem que as escolas comecem a trabalhar com os municípios neste aspeto, embora seja mais difícil que isto seja possível em Lisboa”, disse Rui Cardoso, diretor do Agrupamento de Viso, Viseu. Já Francisco Gonçalves, secretário-geral da Fenprof, considera que “a medida é positiva do ponto de vista conjuntural, tendo em conta o problema da habitação que se conhece, mas pode não ser suficiente do ponto de vista estrutural e de longo prazo.”
Provas Moda melhoram
Os resultados das provas Moda deste ano melhoraram no 4.º ano a Português - 51,7 pontos de 0 a 100, face a 51,4 em 2025 – e a Matemática – de 50,9 para 52,5. Já no 6.º ano, a média de Português subiu 0,8 décimas mas manteve-se negativa nos 49,4. A Matemática passou de 51,3 para 52,3. A Português Língua Não Materna, prova comum ao 4.º e 6.º, a média aumentou de 58 para 59,2.
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