Centenas de pessoas concentradas no Porto para manifestação contra custos da habitação
Aos manifestantes, está a ser distribuído um "Guia do Manifestante" com instruções sobre o que fazer caso haja intervenção policial e de se ser detido.
Centenas de pessoas estão concentradas, na tarde de hoje, na Praça da Batalha, no Porto, para uma manifestação contra os custos da habitação promovida pelo movimento que tem promovido protestos e acampadas no centro da cidade.
A "marcha pelo direito a um teto", com hora de arranque marcada para as 16:00, vai percorrer as ruas do centro do Porto até à Praça D. João I, onde desde o dia 10 o movimento Acampada tem realizado ações de protesto, assembleias populares e acampadas, com a mobilização de milhares de pessoas.
Perto da hora marcada, estão na Batalha cerca de 300 pessoas e já se vêm cartazes com palavras de ordem, embora ainda haja manifestantes a escrever em bancas de trabalhos manuais instaladas no local.
Aos manifestantes, está a ser distribuído um "Guia do Manifestante" com instruções sobre o que fazer caso haja intervenção policial e de se ser detido.
Entre os conselhos há apelos a que não se entre em pânico e que o silêncio "é o melhor aliado" assim como a informação de que o limite previsto para se ser retido nas instalações policiais é de seis horas.
Para o final da manifestação, pelas 19:30, será realizada mais uma assembleia popular, na qual será decidido se as tendas voltam à Praça D. João I ou não.
Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas a milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, com a aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.
As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.
A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e em um polícia.
Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.
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