Centro de Saúde sem dados para ligar doenças a resíduos perigosos das minas de São Pedro da Cova

Deposição de resíduos perigosos em S. Pedro da Cova.

07 de julho de 2021 às 08:54
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O Centro de Saúde de S. Pedro da Cova, Gondomar, indica que não dispõe de dados que permitam confirmar uma anomalia na incidência de doenças eventualmente relacionada com os contaminantes dos resíduos perigosos depositados nas antigas minas daquela freguesia.

O Ministério Público entende que os seis arguidos acusados de poluição devem ser condenados porque nada fizeram para evitar o perigo para a vida e integridade dos cidadãos.

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Nas alegações finais da repetição do julgamento, ontem, no Porto, o procurador Carlos Teixeira afirmou que “na hipótese de se considerar que esse perigo não existiu, [os arguidos] deviam ser condenados por tentativa da prática do crime”.

No banco dos réus estão três administradores de uma empresa à qual cabia dar destino aos resíduos provenientes da Siderurgia Nacional e três responsáveis de sociedades que tinham disponibilidades nas escombreiras das antigas minas de carvão.

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Todos pedem a absolvição. Indicam que a repetição do julgamento - ordenada pelo Tribunal da Relação do Porto, após a absolvição em primeira instância - não trouxe novas evidências de culpa.

Junta pede condenação

A Junta de S. Pedro da Cova pediu a condenação dos arguidos. O dono de um terreno na zona pedira a responsabilização por bens patrimoniais e foi negada.

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Sem impacto nas águas

Peritos concluíram que as concentrações medidas nas águas subterrâneas num raio de 1,5 km “não têm impacto inaceitável sobre a saúde das populações”.

Toneladas de resíduos

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O último cálculo apontava ainda para a existência de 137 mil toneladas de resíduos, após a retirada de 105 600 toneladas.

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