CEO da Polestar considera que crise energética vai acelerar crescimento de carros elétricos
Acerca dos incentivos à compra de automóveis elétricos, o CEO considera que não são determinantes para o sucesso do segmento.
A crise energética devido ao conflito no Médio Oriente vai acelerar o crescimento de carros elétricos em Portugal e na Europa, disse à Lusa o presidente executivo (CEO) da sueca Polestar, Michael Lohscheller.
Em declarações à Lusa, o líder da empresa disse que o "único caminho é a subir", apontando que os mercados e veículos elétricos estão a "crescer bastante".
Para o CEO, a crise energética "vai acelerar" esta tendência, impulsionada também por "melhorias na infraestrutura de carregamento" e "aumento da autonomia" nestes veículos.
Michael Lohscheller apontou que existe "ansiedade" de ir à bomba de gasolina, devido aos preços dos combustíveis, dada a instabilidade atual e que isso acaba por beneficiar as marcas elétricas.
Acerca dos incentivos à compra de automóveis elétricos, o CEO considera que não são determinantes para o sucesso do segmento.
"O mais importante é se há estabilidade", salientou há "alguns mercados na Europa que mudam os incentivos de uma semana para a próxima" e isso não ajuda.
"Mas, no final do dia, a única solução em termos do setor de transporte é ir para a mobilidade de zero emissões", salientou.
A marca está em Portugal já com três espaços e cresceu, em número de carros vendidos, no primeiro semestre deste ano, 22%, para 333 veículos, um ritmo de crescimento superior ao da empresa globalmente, de 0,4%.
Em 2025, a marca cresceu 69% em Portugal, para 527 veículos.
Segundo o líder da empresa, Portugal está neste momento no "top 15" de mercados da Polestar.
A Polestar não revelou dados financeiros para o mercado nacional, mas globalmente o grupo sueco fechou o primeiro trimestre com vendas de 633 milhões de dólares (553,6 milhões de euros).
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