Cerca de 2 mil hectares de vinha e olival arderam nos concelhos de Mirandela e Vinhais
Incêndio que lavrou na semana passada consumiu 5800 hectares no concelho de Mirandela e 450 hectares no concelho de Vinhais, causando prejuízos agrícolas em cerca de 2000 hectares de olival e vinha.
O incêndio que lavrou na semana passada consumiu 5.800 hectares no concelho de Mirandela e 450 hectares no concelho de Vinhais, causando prejuízos agrícolas em cerca de 2.000 hectares de olival e vinha, revelaram, esta segunda-feira, os autarcas locais.
Os autarcas do concelho de Mirandela e Vinhais estiveram reunidos com o ministro da Agricultura que visitou, esta segunda-feira, as áreas agrícolas que arderam no incêndio que começou, na terça-feira, no concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, e depois se alastrou aos dois concelhos do distrito de Bragança.
O presidente do município de Mirandela, Vítor Correia, adiantou, aos jornalistas, que dos 5.800 hectares que arderam no seu concelho, 1.800 são de área agrícola, dos quais 80% são olival, embora sejam ainda dados preliminares.
"O olival é o nosso maior problema, porque é a nossa maior área. Sabemos que Mirandela é uma terra de oliveiras, é um concelho olivícola e tem esse potencial e naturalmente é o mais prejudicado", apontou.
O autarca pede, por isso, "a maior das celeridades possíveis", na atribuição dos apoios anunciados, esta segunda-feira, pelo ministro José Manuel Fernandes: "até aos 10 mil euros é 100% e depois até aos 400 mil há uma redução, sendo que o mínimo de cofinanciamento é de 50%".
"O que nós precisamos é rapidez de execução. Sermos mais céleres para que o dinheiro possa chegar o mais rápido possível, para que o sistema reprodutivo possa ser reposto o mais rápido possível", afirmou.
Vítor Correia salientou que "muito mais do que estar agora aqui a pagar as indemnizações é perceber o que vai acontecer nos próximos anos", porque "durante alguns anos não vai haver produção".
"As pessoas estão desanimadas e na iminência de desistir e a atividade agrícola é a principal atividade do nosso concelho. Nós não podemos ter pessoas desanimadas, pessoas que não sintam o apoio dos seus eleitos", disse, acrescentando que, embora os transmontanos sejam "resilientes", precisam de "ver uma luz ao fundo do túnel", que passa por "medidas concretas".
Uma posição tomada também pelo presidente do município de Vinhais, concelho onde, segundo dados já contabilizados, arderam "mais de 30 hectares de olival na freguesia de Vale das Fontes" e "10 hectares de olival e vinha na freguesia de Rebordelo", num total de 450 de área ardida.
"É um incêndio enorme, com mais de 15 mil hectares ardidos, que sejam tomadas específicas também para ajudar as populações e medidas que permitam que mesmo aqueles que tiveram prejuízos mais pequenos também possam ser contemplados nas medidas que venham a ser tomadas", sublinhou Luís Fernandes.
Segundo o autarca, estas duas freguesias também foram afetadas por fogos em anos anteriores e, por isso, requerem especial atenção.
"Já no ano passado estas duas freguesias foram fustigadas também pelo incêndio e, portanto, desde aí tiveram mais prejuízo, daí a necessidade de haver este pedido ao senhor ministro", disse.
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