Cerca de 50 pessoas aguardam na Praça D. João I no Porto por assembleia popular
Reunião está agendada para as 19h00 e visa definir as medidas a tomar depois da carga policial registada de madrugada.
Cinquenta jovens marcavam já presença, às 18h00, na Praça D. João I, no Porto, uma hora antes da nova assembleia popular marcada pelo movimento pela habitação para definir as medidas a tomar depois da carga policial registada de madrugada.
Numa praça em silêncio e onde estão estacionadas duas viaturas da Polícia Municipal, as cerca de 50 pessoas, sentadas nos degraus nos dois extremos do local, contíguo ao Rivoli, aguardam, sem se manifestar, a reunião agendada para as 19h00.
Na quarta-feira, numa assembleia popular, as pessoas votaram por manter o protesto e voltar a dormir em tendas, manifestando o grupo vontade de "continuar a crescer e não só no Porto", apelando a outras cidades, como o que já está convocado para Lisboa no sábado.
Os participantes voltaram a instalar tendas durante a noite, que foram retiradas pela polícia, depois de o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, ter dito na quarta-feira que seria "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas" na Praça D. João I.
A ação da polícia aconteceu cerca das 03:00, numa operação que o movimento refere ter provado 39 feridos, dois dos quais em estado grave.
Na nota desta quinta-feira, o movimento "denuncia veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência", considerando a carga "inaceitável" e pedindo responsabilidades.
O movimento apresenta seis reivindicações principais: "abaixo a lei das rendas; fim dos despejos; fim da compra de imóveis por fundos abutres; mais habitação pública; recuperação de imóveis devolutos para habitação; tetos às rendas".
A PSP confirmou entretanto um polícia ferido e a existência de feridos entre os manifestantes, sem precisar quantos, atribuindo a razão da intervenção a "comportamentos de resistência".
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, disse esta quinta-feira que a PSP se viu "forçada" a atuar perante a atitude dos manifestantes, tendo lamentado o incidente.
Na segunda-feira, a Polícia Municipal retirou cerca de 50 tendas que estavam armadas na praça, fundamentando a câmara que o acampamento ocupava indevidamente o espaço público, levando os manifestantes a dormir ao relento, mantendo o protesto mesmo sem isso.
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