Cerca de um terço dos médicos a exercer em 2024 tinha menos de 35 anos
Em 2024, havia em Portugal 46.131 médicos em exercício, dos quais 65% mulheres e 32,9% com menos de 35 anos.
Cerca de um terço dos médicos a exercer em Portugal em 2024 tinha menos de 35 anos, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que cruza diversas fontes de informação.
Segundo a explicação do INE, a informação esta sexta-feira divulgada, que inicia uma nova série de estatísticas reativas aos médicos, é baseada no cruzamento de dados do Inquérito ao Emprego, dos Quadros de Pessoal e da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público.
Em 2024, último ano para o qual existe esta informação, havia em Portugal 46.131 médicos em exercício, dos quais 65% mulheres e 32,9% com menos de 35 anos. A percentagem de médicos com mais de 65 anos era 7,3%.
As mulheres com menos de 45 anos representavam 44,6% do total de profissionais em exercício. Embora o número de profissionais mulheres seja superior ao de homens em todos os grupos etários com exceção do último (70 e mais anos), a proporção de mulheres diminui à medida que o grupo etário aumenta.
Os médicos a exercer como especialistas representavam 86,8% do total, o que corresponde ao terceiro registo mais elevado na União Europeia, apenas ultrapassada pela Grécia (92,1%) e pela Bulgária (87,1%).
Em 2024, entre as especialidades médicas mais representadas em Portugal, destacavam-se a Pediatria, exercida por 9% dos médicos com especialidade.
Esta metodologia de cruzamento de dados, segundo o INE, viabiliza a obtenção de estimativas sobre os médicos em exercício que complementa as séries tradicionais sobre médicos inscritos na Ordem e assegura a comparabilidade com os dados dos restantes Estados-Membros da União Europeia.
O INE diz ainda que está a desenvolver um procedimento metodológico semelhante para as restantes categorias de saúde.
Os dados apresentados no destaque de hoje do INE relativos às restantes categorias da Saúde, que têm como fonte principal as respetivas ordens, indicam que no ano passado estavam inscritos na Ordem dos Médicos Dentistas 12.796 profissionais ativos (o triplo de 2002, quando eram 4.134).
A proporção de profissionais estrangeiros aumentou de 8,9% (2024) para 9,5%, em 2025, sendo as nacionalidades mais representadas entre os profissionais estrangeiros a brasileira (53,6%), a italiana (17,5%) e a espanhola (6,0%).
O rácio de médicos dentistas residentes por 1.000 habitantes era de 1,12 em 2025, com os valores mais elevados registados na Área Metropolitana do Porto (1,72) e em Viseu Dão Lafões (1,57).
Já quanto aos enfermeiros, na respetiva ordem estavam registados 87.843 profissionais ativos, mais do dobro do que em 2002 (41.799). Quanto ao rácio por 1.000 habitantes, era de 7,7, atingindo os 14,4 na região de Coimbra.
Do total de 87.843 enfermeiros, 29,4% eram especialistas. Dos 25.843 enfermeiros especialistas, 1.203 tinham duas a quatro especialidades.
Entre as especialidades previstas, as mais representadas eram a Enfermagem Médico-cirúrgica e a Enfermagem de Reabilitação, que correspondiam a 40,6% do total de especialidades.
Na Ordem dos Farmacêuticos, estavam no ano passado registados como ativos 17.301 profissionais, mais do dobro dos valores de 2002 (7.962).
O rácio por 1.000 habitantes era de 1,5, com os máximos regionais na Região de Coimbra e na Grande Lisboa (2,4 e 2,1,respetivamente).
Quanto aos psicólogos, em 2025 estavam registados na ordem 27.838 profissionais (membros efetivos ou estagiários), dos quais 76,6% eram mulheres com menos de 55 anos e 27,3% detinham pelo menos um título de especialidade.
A Psicologia Clínica e da Saúde era a especialidade base mais representada (65,6%).
Os dados relativos aos médicos disponibilizados pela Ordem dos Médicos indicam que, em 2025, estavam inscritos 65.077 profissionais residentes no país.
Entre 1991 e 2025, o número de médicos inscritos na Ordem, em exercício ou não, mais do que duplicou (eram 28.326 em 1991).
A relação entre os médicos homens e mulheres modificou-se, pois em 1991 estavam inscritos 148,8 médicos homens por 100 médicas mulheres e, no ano passado, a relação era de 69,7 homens por 100 mulheres.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt