Chuva persistente coloca barragens no limite. Autoridades alertam para "situação de preocupação"
'Oriana' irá causar chuva por vezes forte e rajadas de 80 km/h.
As autoridades colocam em aviso vermelho, devido a risco de cheia, os rios Mondego e Tejo face a descargas iminentes das barragens. O caudal do Tejo voltou, na quinta-feira, a subir em Almourol (Vila Nova da Barquinha), mantendo-se a exigência de máxima atenção. Segundo o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, o risco resulta da chuva persistente e de as barragens, em Portugal e Espanha, estarem “muito carregadas”.
Também o presidente da Câmara de Abrantes e responsável distrital da Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamatos, indicou que “a situação é de preocupação”. Embora a depressão ‘Oriana’ não afete Portugal continental diretamente, irá causar, esta sexta-feira, períodos de chuva, por vezes forte, e vento com rajadas até 80 quilómetros por hora, em quase todo o País, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Face à previsão, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para a possibilidade de novas inundações urbanas, cheias rápidas, movimentos de massa e formação de lençóis de água, além da manutenção dos caudais elevados libertados pelas barragens. Uma situação agravada por possíveis descargas da barragem espanhola de Cedillo, que ontem detinha 85% da capacidade máxima.
Na bacia do Mondego, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, Carlos Luís Tavares, disse que a Barragem da Aguieira está a descarregar e, por isso, enquanto não se baixar a pressão no rio Mondego e com toda a água que está a ir para os campos agrícolas, a maior preocupação é o concelho de Montemor-o-Velho. Ontem, a Barragem da Aguieira estava com 99% da capacidade.
Também na bacia do Sado há a ameaça do rio voltar a subir, depois do comandante sub-regional de Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, afirmar que estava previsto o regresso da chuva e o eventual início de descargas na Barragem do Monte da Rocha.
No rio Douro, “a situação está controlada, embora quarta-feira a Barragem de Crestuma tenha largado o maior caudal desde que este período de cheias começou”, disse o comandante da capitania do Douro, Pedro Cervaens.
Portugal destruído
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