Circulação de autocarros em Coimbra pode sofrer perturbações nos próximos dias
Forte ação do vento aquando da passagem da depressão Kristin "provocou danos significativos na cobertura das oficinas, originando infiltrações no edifício".
A circulação dos autocarros dos transportes urbanos de Coimbra poderá sofrer perturbações nos próximos dias, devido a constrangimentos no funcionamento da oficina de manutenção e no edifício administrativo, avisou esta quinta-feira a autarquia.
Em comunicado, a Câmara e os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) informaram que a forte ação do vento aquando da passagem da depressão Kristin "provocou danos significativos na cobertura das oficinas, originando infiltrações no edifício".
"Parte da estrutura do edifício administrativo encontra-se condicionada por motivos de segurança, existindo igualmente constrangimentos nos sistemas informáticos, situação que poderá ter impacto no regular funcionamento da operação de transportes em todo o município", acrescentou.
Segundo a autarquia, "a oficina de operações não se encontra, neste momento, a funcionar em pleno, podendo a sua capacidade vir a ser ainda mais condicionada".
Neste âmbito, poderá ser afetada "a disponibilidade de viaturas e a regularidade do serviço, com eventuais atrasos ou supressões pontuais de carreiras", explicou.
Os SMTUC garantem estar "a acompanhar permanentemente a situação e a adotar as medidas necessárias para minimizar os impactos no serviço" e recomendam aos munícipes "que acompanhem as atualizações através dos canais oficiais e planeiem as suas deslocações com alguma antecedência".
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.
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