Cirurgia trava suor em excesso

Secar constantemente as mãos, ter vergonha de cumprimentar alguém ou escorregar nas sandálias por se ter os pés demasiado suados são episódios frequentes na vida de quem sofre de hiperhidrose.

14 de abril de 2013 às 01:00
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A doença consiste num aumento exagerado e desnecessário de suor e a forma mais comum e incomodativa é a que afeta as mãos, axilas e pés. Em Portugal, cerca de 150 mil pessoas sofrem desta doença.

"A simpaticectomia torácica é o único tratamento definitivo. É uma cirurgia simples, realizada com uma única incisão inferior a 1 cm por baixo da axila e com ablação do nervo simpático. Em alguns doentes, o funcionamento do sistema simpático é inapropriado e envia um estímulo exagerado às glândulas sudoríferas", explica ao CM o cirurgião cardiotorácico Javier Gallego, acrescentando que o tratamento tem perto de 100% de sucesso no caso das mãos, 90% nos pés e 80% nas axilas. "A cirurgia, com anestesia geral, tem duração de cerca de 30 minutos e resolve o problema de forma imediata".

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Na maioria dos casos, a doença surge na infância e a sensação de pés e mãos secos nunca chega a ser vivida pelos doentes. A transpiração excessiva traz desconforto e embaraço no dia a dia. A exclusão social é a forma mais dura a ser vivida pelos doentes. O contacto social cria inevitavelmente limites: as pessoas tendem a evitar escrever porque molham o papel, pegar em objetos, trabalhar no computador ou conduzir (têm medo que o volante fique escorregadio).

"Apesar de não ser uma doença grave, é um problema que contribui para uma pior qualidade de vida e até transtornos psicológicos", revela ao CM Javier Gallego. O doente tem um dia de internamento e pode voltar à sua atividade diária e profissional ao fim de três ou quatro dias.

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