Clínicos defendem cruzamento de dados
Vários especialistas portugueses defenderam esta quarta-feira, em Cascais, na conferência “Organização da Prestação de Cuidados”, a criação de um sistema informático, que disponibilize históricos de saúde a clínicos gerais e utentes.
Trata-se de uma iniciativa da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMCG) e da Fundação AstraZeneca, cujo propósito é debater e comparar a realidade nacional com outros sistemas europeus, nomeadamente o holandês, inglês, francês e dinamarquês.
Tina Eriksson, médica de família dinamarquesa, salientou as tecnologias de informação como uma “ferramenta de partilha de cuidados”, que permitirá aos doentes e aos clínicos rever o seu historial, marcar consultas, informar-se sobre medicação, ver resultado de exames e ainda a realização de consultas pela Internet.
No entanto, a médica admite a existência de eventuais constrangimentos resultantes da concentração de dados em sistemas informáticos, designadamente a sobrecarga da informação, a susceptibilidade perante cortes de energia, a necessidade de garantir segurança dos dados e eventual redução da avaliação médica, limitando-se ao registo armazenado.
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