Comboios da Fertagus com constrangimentos desde as 8h30 devido a anomalia na infraestrutura

Desde o início de janeiro foram já registadas pelo menos quatro anomalias.

20 de janeiro de 2026 às 13:25
Comboios da Fertagus com constrangimentos desde as 08:30 devido a anomalia na infraestrutura Foto: Vítor Mota
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A circulação de comboios entre a margem sul e Lisboa está a ter esta terça-feira constrangimentos desde as 8h30, devido a uma anomalia na infraestrutura ferroviária, segundo a Fertagus.

Desde o início de janeiro foram já registadas pelo menos quatro anomalias.

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Numa nota publicada esta terça-feira na sua página no Facebook, a empresa que detém a concessão do transporte ferroviário de passageiros no eixo norte-sul, que inclui a travessia da ponte 25 de Abril, explica que às 8h30 foi registada uma anomalia na via e que a circulação de comboios se encontrava a decorrer com atrasos com a via descendente interdita à circulação entre Coina e Fogueteiro.

Às 9h15, a circulação nas duas vias foi reposta com limitação de velocidade, tendo sido suprimidos os comboios com partida de Coina às 9h23 e de Roma-Areeiro às 10h03, ambos na totalidade do trajeto.

Na mesma informação ao público a empresa adianta que às 10h15 a circulação decorria com atrasos, mas com tendência a normalizar, e às 11h45 indicava que o comboio com partida de Roma-Areeiro prevista para as 11h13 estava suprimido entre Coina e Setúbal e que o comboio com partida de Setúbal às 12h23 seria suprimido entre Setúbal e Coina.

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Às 12h55, segundo a empresa, a circulação era feita com ligeiros atrasos.

No dia 06 de janeiro, a circulação esteve interrompida entre Sete Rios e Roma-Areeiro devido a um carril partido no troço entre as estações de Entrecampos e de Sete Rios, da responsabilidade do gestor da infraestrutura.

No dia 09 de janeiro, registou-se, no período da tarde, uma outra anomalia na infraestrutura, no aparelho de mudança de via na estação de Roma-Areeiro, deixando ali as linhas 3 e 4 interditas à circulação.

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Na segunda-feira, dia 19 de janeiro, por motivo de avaria de material circulante do comboio com partida de Roma-Areeiro às 8h13, a empresa anunciava que o serviço estava a ser feito com atrasos, tendo normalizado às 11h20.

A Fertagus é a empresa que detém a concessão do transporte ferroviário de passageiros no eixo norte-sul, que inclui a travessia da ponte 25 de Abril, ligando os distritos de Lisboa e Setúbal, servindo 14 estações.

Dez estações situam-se na margem sul do Tejo (Setúbal, Palmela, Venda do Alcaide, Pinhal Novo, Penalva, Coina, Fogueteiro, Foros de Amora, Corroios e Pragal) e quatro na margem norte (Campolide, Sete Rios, Entrecampos e Roma-Areeiro).

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Autarca do Seixal diz que é "desumana" a forma como passageiros viajam na Fertagus

O presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, classificou como "desumana" a forma como os passageiros viajam nos comboios da Fertagus e exigiu do Governo e da empresa a tomada de medidas urgentes.

Paulo Silva (PCP) realizou na manhã desta terça-feira uma viagem entre Foros de Amora e Corroios, estações ferroviárias situadas no concelho do Seixal, tal como já o fez há um ano face a constrangimentos então verificados.

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"O comboio chegou com 20 minutos de atraso e completamente cheio à estação de Foros de Amora e sem quaisquer condições de conforto. É quase desumano ir trabalhar nestas condições", disse o autarca.

Em declarações aos jornalistas na estação de Corroios, Paulo Silva disse que a Câmara Municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, exige que este meio de transporte, que é o principal meio da população do concelho para se deslocar para o local de trabalho em Lisboa, se faça com melhores condições.

"Já o exigimos no passado e iremos continuar a exigir e não vamos desistir enquanto não houver um transporte ferroviário em condições, com o necessário conforto", disse.

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Paulo Silva advoga que não é com um meio de transporte nestas condições "em que as pessoas chegam cansadas e com atrasos aos seus locais de trabalho que se aumenta a produtividade em Portugal de que o Governo fala".

"Se queremos, e falamos tanto no aumento da produtividade, temos de dar o conforto às pessoas para chegarem ao trabalho sem ser já stressadas e cansadas para poderem produzir", frisou.

O autarca adiantou que vai hoje pedir reuniões com a Fertagus e com o Governo para expor o problema, defendendo que a solução passa pela aquisição de mais carruagens e de mais comboios para aumentar a capacidade de oferta.

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Devido aos sucessivos constrangimentos registados foi lançada no início de janeiro uma petição 'online' a exigir uma urgente melhoria do serviço ferroviário da Fertagus, que liga Lisboa e Setúbal, e o fim dos atrasos e supressões que os utentes referem estar a ocorrer.

Atualmente, a petição tem 3.680 assinantes que se manifestam preocupados com a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, denunciando "a degradação contínua do serviço prestado pela Fertagus, traduzida em atrasos frequentes, supressões de comboios, sobrelotação e falhas graves na informação aos passageiros".

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