Concentração de ozono já ultrapassou limiar de alerta à população

Face às elevadas concentrações de ozono, as pessoas devem permanecer em casa ou noutros locais fechados e não realizar atividades físicas intensas.

02 de julho de 2026 às 18:05
Ozono Foto: DR
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A associação ambientalista Zero alertou esta quinta-feira para a ultrapassem em dois locais do limiar de aviso sobre a concentração no ar do poluente ozono, devido ao calor, exigindo que a população seja "prevenida e avisada".

Em comunicado, a Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável assinala que, até às 15h00 desta quinta-feira, as estações de monitorização em Alfragide / Amadora e Reboleira / Amadora mostraram ultrapassagens do limiar de 180 microgramas por metro cúbico (µg/m3).

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Em comunicado, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo informa que foi ultrapassada a qualidade do ar na estação da Reboleira entre as 15:00 e as 16h00 desta quinta-feira, tendo o valor de concentração de zono atingido os 193 µg.m3 (microgramas por metro cúbico).

Quando a concentração do ozono na atmosfera atinge os 180 µg.m3 é obrigatória a informação da população, para que os grupos vulneráveis tomem precauções, assim como quando chega aos 240 µg.m-3, para alertar toda a população.

"Com as temperaturas muito elevadas, a forte radiação solar, a estabilidade atmosférica e a persistência do tempo quente e seco previstas para os próximos dias, a formação de ozono troposférico é claramente expectável já esta quinta-feira e ao longo desta onda de calor, em particular durante o fim de semana", indica.

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Acrescenta que existe "maior probabilidade de níveis elevados de ozono nas regiões suburbanas, periurbanas e no interior, a sota-vento das principais áreas urbanas e industriais".

A associação ambientalista considera ser "obrigação das entidades regionais (as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional) avisarem as outras autoridades e a população através da comunicação social, da ocorrência de ultrapassagens aos limiares", considerando "crucial que a comunicação social faça chegar (os alertas) às populações".

Defende ainda que as pessoas sejam avisadas antecipadamente no caso de forte probabilidade de ocorrência de ultrapassagens, defendendo, "em ambos os casos", que também sejam enviados "avisos por SMS pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para os telemóveis em áreas afetadas".

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Face às elevadas concentrações de ozono, as pessoas devem permanecer em casa ou noutros locais fechados e não realizar atividades físicas intensas.

Segundo o comunicado, as crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias podem sofrer consequências mais graves, estando o poluente ligado a "danos nos pulmões e inflamação das vias respiratórias, aumento da tosse e maior probabilidade de ataques de asma".

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