Conselho de magistratura abre inquérito ao juiz Rui Teixeira

Conheça as razões para o inquérito do órgão de gestão e disciplina dos juízes.

11 de novembro de 2013 às 13:22
torres vedras, assalto, tribunal, rui teixeira, juiz, bar, agressões, assalto Foto: Carlos Barroso
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O Conselho Superior da Magistratura (CSM) anunciou esta segunda-feira que abriu um inquérito ao juiz Rui Teixeira, do Tribunal Judicial de Torres Vedras, na sequência de uma participação da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

O CSM precisa, na sua página na Internet, que o objeto do inquérito ao magistrado Rui Teixeira "não tem qualquer relação sobre a interpretação da aplicação da nova grafia ortográfica" e que, em abril, já havia deliberado que "não podem os juízes indicar aos intervenientes processuais quais as normas ortográficas a aplicar".

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Resulta, assim, da informação hoje prestada pelo CSM (órgão de gestão e disciplina dos juízes) que o inquérito a Rui Teixeira não se prende diretamente com a questão da aplicação do novo acordo ortográfico, mas, alegadamente, com as implicações processuais criadas pelo facto de o magistrado recusar o relatório social de um recluso escrito segundo as novas regras ortográficas.

Uma fonte do CSM disse recentemente à Lusa que não foi aberto qualquer processo disciplinar a Rui Teixeira, sabendo-se agora que se trata de um inquérito para apurar se existe matéria que justifique avançar com um processo disciplinar ao magistrado, que se tornou conhecido por ter sido o primeiro juiz do caso Casa Pia.

O jornal 'Público' divulgou que na base do caso analisado pelo CSM está um despacho em que Rui Teixeira, do 2/o juízo do Tribunal de Torres Vedras, obrigou os serviços prisionais a reescrever um relatório social de um recluso que estava escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico, atrasando o processo.

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Esta atitude do juiz levou o diretor-geral da reinserção e dos serviços prisionais, Rui Sá Gomes, a participar o caso ao CSM e ao Ministério Público, neste último caso para eventual procedimento criminal.

Contactado recentemente pela Lusa, Rui Sá Gomes não prestou declarações, remetendo todos os esclarecimentos para o CSM.

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