Construção cresce no 1.º trimestre apesar de recuo no licenciamento e obras públicas

Investimento em construção aumentou 2,6% no primeiro trimestre, superando o desempenho da economia nacional.

09 de junho de 2026 às 12:07
Construção cresce no 1.º trimestre apesar de recuo no licenciamento e obras públicas Foto: Pixabay
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O investimento em construção aumentou 2,6% no primeiro trimestre, superando o desempenho da economia nacional, tendo o crescimento de 2,0% do Valor Acrescentado Bruto confirmado "a resiliência e o dinamismo" do setor, avançou esta terça-feira a associação AICCOPN.

Em comunicado, a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN) reporta ainda um aumento acumulado de 6,3% do consumo de cimento até abril, mês em que este indicador registou uma evolução favorável pelo segundo período mensal consecutivo.

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"No primeiro trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento homólogo de 2,3%, mantendo a trajetória de expansão da economia nacional, suportada pelo reforço da procura interna, em particular do investimento e do consumo privado. A atividade do setor acompanhou esta evolução, com o investimento em construção (FBCF) a aumentar 2,6%, superando o desempenho da economia no seu conjunto", lê-se na "Conjuntura da Construção - Informação Rápida", esta terça-feira divulgada.

Paralelamente, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) do setor registou um crescimento de 2,0%, que a AICCOPN destaca atestar "a resiliência e o dinamismo da atividade da construção".

Apesar deste desempenho favorável dos indicadores macroeconómicos, a associação nota que os dados relacionados com o licenciamento municipal "revelam sinais de moderação."

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Assim, no primeiro trimestre de 2026, o número total de obras de edificação e demolição licenciadas diminuiu 11,8% em termos homólogos, enquanto a área licenciada caiu 14,1% nos edifícios habitacionais e 7,0% nos edifícios não residenciais, traduzindo-se numa redução global de 376.658 metros quadrados face ao mesmo período do ano anterior.

Paralelamente, no que respeita aos custos de produção, o índice de custos de construção de habitação nova aumentou 5,8%, em termos homólogos, em março de 2026.

Segundo a AICCOPN, este aumento resultou de um acréscimo de 3,7% no preço dos materiais de construção, a par de uma subida de 8,2% na componente da mão de obra.

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Ao nível do financiamento empresarial, os dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP) revelam "uma evolução particularmente favorável" do crédito ao setor da construção: Em abril, o 'stock' de crédito às empresas do setor registou um acréscimo homólogo de 12,1%, superando os 7.200 milhões de euros e atingindo o valor mais elevado desde dezembro de 2020.

Quanto ao mercado das obras públicas, manteve a trajetória de contração no início do segundo trimestre de 2026, com o montante dos concursos públicos promovidos a somar 2.385 milhões de euros em abril, uma redução homóloga de 44%.

Esta contração foi acompanhada por uma diminuição da contratação pública efetivamente concretizada, tendo o valor dos contratos celebrados totalizado 1.336 milhões de euros, o que corresponde a uma quebra homóloga de 25%.

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