Convocados 111 professores classificadores para os exames nacionais que estavam de férias ou de baixa

Ministro da Educação insiste na necessidade de um novo modelo de seleção.

28 de julho de 2026 às 13:30
Ministro Fernando Alexandre Foto: António Cotrim/Lusa
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Mais de cem professores da zona de Lisboa foram convocados para classificar exames nacionais, mas estavam de férias ou baixa médica, revelou esta terça-feira o ministro da Educação, que insistiu na necessidade de um novo modelo de seleção.

"Ainda ontem, na região de Lisboa, identificámos 111 professores que estavam escalados, foram convocados, mas estão de férias ou de atestado médico e por isso não estavam disponíveis", afirmou o ministro, no segundo dia de classificação dos exames nacionais do ensino secundário realizados na 2.ª fase.

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Para o ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, é preciso desenhar "um novo modelo", uma vez que o atual processo de seleção "é extremamente ineficiente".

Apesar da crítica, Fernando Alexandre sublinhou que a classificação da segunda fase dos exames nacionais está a correr bem: Todos os itens já foram distribuídos e "20% das provas já estão corrigidas", afirmou.

O ministro disse esperar que a 2.ª fase de classificação "decorra com normalidade", ao contrário da 1.ª fase, que registou vários problemas que atrasaram o processo de classificação e divulgação das classificações.

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Milhares de alunos tiveram de esperar vários dias para ter acesso às suas notas, havendo ainda "dezenas de casos" por resolver, afirmou esta terça-feira o ministro em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de tomada de posse do novo presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), que decorreu na Assembleia da República.

"Temos umas dezenas de casos que se arrastaram por desconformidades. Todas as desconformidades estão tratadas e esse trabalho está agora a ser tratado com os agrupamentos e com os alunos", disse Fernando Alexandre, onze dias depois do prazo estabelecido para a divulgação das notas.

Sublinhando não querer "desvalorizar o efeito que teve em cada aluno individualmente", o ministro voltou a sublinhar que foram detetados problemas em 820 provas num universo de mais de 290 mil.

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"Os casos estão a ser tratados cada um individualmente e penso que estamos a aproximar-nos do final muito rapidamente", acrescentou, voltando a garantir que "nenhum aluno será prejudicado".

Apesar dos problemas com todo o processo de digitalização e classificação dos exames, o calendário da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior manteve-se inalterado, estando a decorrer as candidaturas até 6 de agosto.

No entanto, haverá em setembro uma época extraordinária de exames para os alunos afetados pelo processo de digitalização.

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