Coroas das colunas do Parque Eduardo VII em Lisboa vão ser repostas em agosto

Decisão surge após vários protestos. Reposição acontece dois anos depois da retirada.

26 de maio de 2026 às 21:54
Reposição das coroas das colunas do Parque Eduardo VII acontece dois anos depois da retirada. Foto: José Barradas/MediaLivre
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As coroas de palmas das colunas monumentais do Parque Eduardo VII, em Lisboa, retiradas em 2023 a propósito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), vão ser repostas, após restauro, até ao final de agosto, revelou esta terça-feira a Câmara Municipal.

Passado três anos desde a retirada, as coroas de palmas (ou de louros) estão, neste momento, e desde alguns meses, na freguesia de Marvila, concretamente no quartel do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa, indicou a vereadora de Projetos e Obras em Espaço Público, Joana Baptista (independente indicada pelo PSD), na reunião da Assembleia Municipal.

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No âmbito de uma recomendação da IL pela reposição das coroas de palmas nas colunas monumentais do Parque Eduardo VII, aprovada por unanimidade, Joana Baptista disse que esta foi uma preocupação deste executivo camarário, liderado por PSD/CDS-PP/IL, que foi materializada no orçamento municipal de 2026, com um procedimento lançado e adjudicado para serem restauradas.

A vereadora adiantou estão "devidamente acolhidas e salvaguardadas, sob toda a proteção, e no mês de junho, e no prazo de 90 dias, essas coroas serão reabilitadas, restauradas e, naturalmente, devolvidas ao Parque Eduardo VII e às suas colunas monumentais até ao final do mês de agosto".

Na apresentação da recomendação, Pedro Bugarin, da IL, afirmou que "Lisboa atravessa horas graves, não por algum tema de habitação, de transportes, nem sequer eternas obras da cidade, a tragédia que assiste a Pólis, o verdadeiro abalo sísmico na alma dos lisboetas, é o desaparecimento das coroas de palma".

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Por isso, Pedro Bugarin quer que a Câmara Municipal faça "reaparecer, desde o paradeiro desconhecido onde jazem, essas coroas em bronze, símbolos maiores da genialidade e da coragem que muito justamente traduzem a história de Lisboa".

A este propósito, a IL lembrou que, em 2022, as colunas monumentais do Parque Eduardo VII se encontravam num avançado estado de degradação, com risco de queda de elementos estruturais de uma delas, o que levou a Câmara Municipal a vedar o respetivo perímetro, para conter eventuais danos de um possível acidente.

Já em 2023, por ocasião da JMJ e da instalação do altar da "Colina do Encontro", as colunas foram alvo de uma intervenção de restauro, indicou a IL, referindo que a empreitada se centrou essencialmente na reabilitação estrutural das colunas, na limpeza da pedra do seu revestimento e na melhoria da sua iluminação pública.

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"De acordo com o caderno de encargos, as coroas de palmas que encimam as colunas monumentais do topo do Parque Eduardo VII foram retiradas e depositadas no Cemitério de Carnide, por decisão da Câmara Municipal de Lisboa. Naturalmente, a expectativa seria, presumivelmente, a sua recolocação após a conclusão das referidas obras e de todos os trabalhos necessários à valorização deste património", expôs.

Para a IL, a ausência das coroas de palmas no topo das colunas monumentais do Parque Eduardo VII "descaracteriza um dos mais relevantes conjuntos escultóricos do parque e empobrece a leitura estética e simbólica do local".

Do PS, Rodrigo Antunes referiu que, no anterior mandato 2021-2025, os socialistas questionaram, por várias vezes, a retirada e o estado de conservação destas coroas, no contexto das intervenções associadas à JMJ, medida que seria provisória e que passou a "indefinição permanente".

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"Lisboa não pode aceitar que elementos patrimoniais sejam retirados do espaço público e depois permaneçam esquecidos sem explicação clara e sem responsabilização política", declarou o deputado do PS, aproveitando o tema das "coisas desaparecidas misteriosamente" na cidade de Lisboa depois da JMJ para questionar a Câmara sobre onde está o palco que esteve instalado no Parque Tejo, "um equipamento que a cidade tanto investiu e que nunca mais foi usado".

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