Corrigem provas com respostas incompletas
Docentes receberam instruções para dar nota em exames a que faltavam folhas.
Houve professores a classificar exames sem terem a certeza de que as respostas tinham todas as folhas. Uma docente de Física e Química admitiu ao Expresso, sob anonimato, que das 200 respostas que corrigiu, duas estavam, aparentemente, incompletas e faltavam folhas. Reportou e, após dias de silêncio, foi-lhe dito pelo Júri Nacional de Exames para classificar “com os elementos” que tinha e que depois o aluno poderia “pedir reapreciação”.
Recorde-se que o EduQA negou ter dado indicação para corrigir provas incompletas. A docente optou por dar zero às respostas como espécie de sinal para os alunos pedirem reapreciação, admitindo que cometeu uma “incorreção” por um bem maior. Uma outra professora de História admitiu que em pelo menos dez respostas ficou com ideia de que faltavam folhas mas classificou à mesma.
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