Corte da A14 entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho mantém-se por tempo indeterminado devido a novo alagamento

Esta noite a água subiu nos terrenos adjacentes àquela via, entre os quilómetros (km) 8 e 9, e entrou no asfalto.

04 de fevereiro de 2026 às 12:41
Acesso à autoestrada A14, que está encerrada entre Montemor-o-Velho e a Figueira da Foz, devido à subida da água do Rio Mondego que está a causar inundações no Baixo Mondego, em Montemor-o-Velho Foto: PAULO NOVAIS/LUSA
Acesso à autoestrada A14, que está encerrada entre Montemor-o-Velho e a Figueira da Foz, devido à subida da água do Rio Mondego que está a causar inundações no Baixo Mondego, em Montemor-o-Velho Foto: PAULO NOVAIS/LUSA

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O corte de trânsito na autoestrada 14 (A14) entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho irá manter-se, por tempo indeterminado, devido a novo alagamento do pavimento na noite passada, disse à Lusa fonte oficial da Brisa.

Em informação prestada pelas 11h00 desta quarta-feira, a mesma fonte explicou que esta noite a água subiu nos terrenos adjacentes àquela via, entre os quilómetros (km) 8 e 9, e entrou no asfalto, levando à manutenção da interrupção da circulação nos dois sentidos, decidida ao início da madrugada de terça-feira.

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Em imagens a que a Lusa teve acesso, captadas entre as 09h48 e as 10h00 desta quarta-feira, é possível ver a água a passar por debaixo das guardas de proteção, no sentido Figueira da Foz - Montemor-o-Velho e invadir o asfalto, numa zona de terrenos agrícolas entre a ponte da A17 sobre o rio Mondego e as comportas do Foja, na freguesia de Maiorca.

Esta é sensivelmente a mesma zona onde a A14 (então IP3) esteve cortada vários dias, também devido à subida das águas, nas grandes cheias de janeiro de 2001, há 25 anos.

Na altura, a água provocou diversos danos no asfalto, levando ao condicionamento da circulação no local a apenas uma via durante vários meses.

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Segundo a Brisa, na A14 mantém-se o corte de plena via (nos dois sentidos) entre o nó de Montemor-o-Velho e o nó da A17 no sentido Coimbra -- Figueira da Foz e, no sentido contrário, entre o nó da A17 e o nó de Santa Eulália, de acesso à antiga estrada nacional (EN) 111.

A EN 111 está cortada ao trânsito, há vários dias, no troço das Pontes de Maiorca, também devido a alagamento junto ao nó da A14, impedindo que aquela via possa ser uma alternativa total à autoestrada.

No nó de Santa Eulália, só é possível entrar da EN 111 para a A14, para nordeste, em direção a Coimbra, mas não seguir para a Figueira da Foz pela antiga estrada nacional, nem para a povoação de Ereira, pela municipal 601.

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A alternativa local para circular entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho (e vice-versa) passa pela EN 111 até à vila de Maiorca, seguindo depois para norte pela municipal 581 por Santo Amaro da Boiça até ao cruzamento de Santana.

Daí o percurso segue pela EN 347 (em direção a Gatões) até ao cruzamento com a EN 111 em Quinhendros, onde se retoma aquela estrada nacional, já no município de Montemor-o-Velho.

No entanto, os cerca de 12 km alternativos em cada sentido apresentam duas condicionantes: a subida das águas ameaça cortar a EN 347 no troço entre o cruzamento de Gatões e o cruzamento de Santana e, entre este ponto e Santo Amaro da Boiça, na municipal 581, há um local com grades de proteção, mal sinalizadas, na faixa de rodagem (também devido a alagamento), obrigando a circulação alternada.

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Este percurso, efetuado pela Lusa na manhã de terça-feira, apresentava alguma acumulação de trânsito na passagem pelas aldeias, já com filas de centenas de metros, nomeadamente devido à circulação de veículos pesados.

Entretanto, a Junta de Freguesia de Maiorca emitiu um aviso de "aumento significativo do fluxo de trânsito" nas estradas da freguesia, apelando à circulação "com especial atenção", ao cumprimento dos limites de velocidade e a "cuidados redobrados" junto a zonas habitacionais e pedonais.

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