Cortes de água no concelho de Almada estão para durar
Munícipes e comerciantes pedem ajuda: "Já não sabemos o que fazer mais". SMAS admite dificuldades no abastecimento.
Os sucessivos cortes de água, sem aviso prévio, em várias freguesias do concelho de Almada, com particular incidência na Costa da Caparica, poderá estar para durar. São milhares de pessoas e comerciantes afetados, sobretudo o setor da restauração. “Por favor ajudem-nos, já não sabemos o que fazer mais!”, foi o apelo dramático de uma leitora do CM, esta manhã, que, diz não ter água desde as 16h00 de ontem.
O CM questionou a autarquia, no sentido de saber para quando a normalização do abastecimento e o motivo pelo qual os munícipes não são informados previamente sobre os cortes de água e a sua duração, mas não obteve resposta. Foi encaminhado para uma página do Facebook, onde os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) admitem dificuldades no abastecimento, mas nada consta sobre ausência de comunicação aos munícipes relativamente aos horários e tempo de duração dos cortes, nem para quando a água voltará a correr 24 horas por dia nas torneiras.
Alega o SMAS, que “Almada está a viver um período de grande exigência no sistema de abastecimento de água: as temperaturas elevadas e o aumento significativo da população sazonal”, que fizeram disparar o consumo de água. Diz, ainda, que “a procura global tem sido superior à água que conseguimos captar diariamente nos nossos furos” e que “para garantir que este bem essencial chegue a todos, estamos a implementar uma gestão solidária e rotativa da rede”.
A verdade é que continuam a chegar à nossa redação inúmeros relatos de munícipes desesperados, dando conta que esta sexta-feira, a exemplo de ontem, a água voltou a deixar de correr nas torneiras, com tudo o que isso implica na vida das pessoas, numa altura em que o País vive sob uma onda de calor.
No comunicado do SMAS, refere-se que “já se encontra em pleno funcionamento um novo furo de captação”; que em finais de julho deverá entrar um segundo furo em funcionamento; que há mais três furos em fase de licenciamento e outros três em fase de projeto; e que está previsto “aumentar a capacidade de reserva e continuar a reabilitação da rede de abastecimento”. Diz, também, que Já foi reduzido ao mínimo a rega de espaços públicos e suspensas lavagens de ruas não essenciais.
Fica, contudo, a dúvida: o que foi feito no último ano para resolver (ou, no mínimo, atenuar) o problema, uma vez que no verão de 2025 aconteceu o mesmo?
Em atualização
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt