Cratera causa caos no Baixo Mondego
Fecho atira milhares para estradas secundárias. Veja as fotos.
A enorme cratera que no sábado obrigou ao corte da circulação rodoviária no quilómetro 10 da Autoestrada 14 (A14), no sentido Coimbra-Figueira da Foz, alargou-se para a via contrária durante a madrugada de ontem. O trânsito está agora cortado nos dois sentidos e assim vai continuar, pelo menos, durante os próximos dois meses.
Os moradores nesta zona do Baixo Mondego temem o caos na circulação, com o desvio de milhares de condutores para as estradas municipais. Muitos vivem e trabalham na Figueira da Foz e Coimbra, deslocando-se diariamente entre cidades.
A estrada servia também camiões no transporte de mercadorias, não só das centenas de unidades fabris da região mas sobretudo nas transações de e para o porto da Figueira da Foz, um dos mais importantes da região Centro do País.
No sábado à noite, após o primeiro abatimento de terras que provocou uma cratera com mais de 10 metros, Franco Caruso, porta-voz da Brisa, concessionária desta autoestrada, estimou que as obras de recuperação da via rápida iriam demorar entre seis a sete semanas.
Com o aumento do tamanho da cratera e dos danos na estrutura, considera-se agora possível que os trabalhos se prolonguem até ao início do verão. Se isso acontecer, o setor do turismo da Figueira da Foz poderá ser seriamente afetado.
A piorar o cenário refira-se que a principal estrada alternativa à A14 é a Estrada Nacional 111, mas esta via encontra-se com alguns troços cortados para obras. O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz anunciou ontem a instalação de uma ponte militar na EN111, em Pontes de Maiorca, que vai possibilitar a reabertura daquela via nacional. "Temos que fazer tudo para minimizar os efeitos deste problema", adiantou João Ataíde.
Os habitantes das localidades atravessadas pelas estradas secundárias, onde agora o tráfego rodoviário vai aumentar, estão preocupados e temem pela sua segurança. Os habitantes de Santo Amaro da Boiça, já sentiram ontem o acréscimo de trânsito.
"Os carros e camiões utilizam a totalidade da estrada e estão literalmente a atirar os peões para os muros e paredes. A integridade física das pessoas está em causa", denunciou ao Correio da Manhã Nuno Oliveira, morador em Santo Amaro da Boiça.
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