Défice de rastreios em vários tipos de cancro

Rastreios para o cancro da mama e do colo do útero são inexistentes na Região de Lisboa.

22 de dezembro de 2013 às 15:48
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Morrem por ano 25 mil portugueses vítimas de cancro. Muitas destas mortes seriam evitáveis com diagnósticos precoces, mas os rastreios, nomeadamente aos cancros da mama e colo do útero, não cobrem todo o País. Na Região de Lisboa e Vale do Tejo são quase inexistentes.

O alerta consta num documento da Administração Central do Sistema de Saúde, que refere que em Portugal "os rastreios têm progredido de uma forma mais lenta do que a desejável". De acordo com o relatório, a taxa de cobertura para o cancro da mama e do colo do útero é quase total na Região Centro. Contudo, embora implementado no Norte, o rastreio da mama não cobre toda a área geográfica.

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Já na Região Sul não há rastreio para o cancro do colo do útero. "No distrito de Setúbal, por exemplo, não há rastreio da mama nem do colo do útero. Tem sido uma luta constante, mas não há financiamento", referiu ao CM Manuela Rilvas, da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

A Direção-Geral da Saúde está a elaborar normas de orientação clínica para melhorar a prática nas várias doenças oncológicas.

Hospitais terão de cortar mais com pessoal

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Em 2014, os hospitais com pior desempenho económico vão ser obrigados a cortar mais na despesa. Há 14 unidades que terão de reduzir, no mínimo, 9% aos custos com pessoal. No total, os hospitais terão de baixar em média, pelo menos, 7,5% a despesa com pessoal e 4,3% nos custos operacionais. A Administração Central do Sistema de Saúde explica que tal se deve à "contenção e racionalização de custos, procurando atingir uma maior eficiência, efetividade e sustentabilidade".

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