"Descobri que não era em tascas nem nos copos que ele andava. O entretém dele era outro. Eram outras."

Todos os sábados, a Máxima publica um conto sobre o amor no século XXI, a partir de um caso real.

28 de janeiro de 2024 às 14:37
Foto: IMDB
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"Adoro o Baleal e vou lá quase todos os sábados, mas nunca chego a ir a Peniche, corto caminho em Atouguia da Baleia. Tenho medo daquela gente. Às vezes, sinto vergonha de mim. Custa-me acreditar que aceitei tanta coisa, que tolerei, que obedeci, que me calei. Como é que foi possível? Os psicólogos dizem que estas coisas têm explicações que estão lá atrás, nos acontecimentos antigos, nas memórias distantes. Eu, nas memórias antigas, tenho o meu pai a atirar ferramentas, louças e roupas pela janela, desgovernado, enfurecido, incontrolável. Tenho a minha mãe a ameaçar que se matava, desfeita em lágrimas, os cabelos mal cortados a cair-lhe da cabeça, ela a arrancá-los, às vezes."

Para continuar a ler, na Máxima, aqui, grátis.

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